— Jura? — ele arqueou uma sobrancelha, sorrindo. — Então receba as visitas de camisola. Caliana vai amar te ver vestida dessa forma na frente do marido dela. Duvido que você volte viva depois de cruzar com eles.
Lembrei que o tal Zadock tentou matar Enzo e fui imediatamente vestir algo. Vai que a mulher dele também fosse mafiosa.
Botei uma calça larga de moletom e uma camiseta branca. Se eu destoaria de todos? Com certeza. Mas aquela era eu. Não era minha intenção fingir que era algo que eu não seria jamais.
Enzo me analisou e balançou a cabeça:
— Isso é piada?
— Não. É realidade.
Ele suspirou e pegou-me pela mão:
— Vamos.
Shirley levantou-se da poltrona e disse, indecisa:
— Acompanho... ou não?
— Não. — Sim.
Eu e Enzo falamos ao mesmo tempo. Eu não. Ele sim.
Shirley me olhou e percebi o deboche nos seus olhos. Claro que Enzo não tinha noção do quanto ela me provocava. Ou talvez tivesse e fizesse aquilo justo para me tirar do sério.
Enquanto íamos para o elevador, seguidos por Shirley, cheguei à conclusão de que talvez fosse melhor deixá-la sob os meus olhos do que longe. Se ela tentou me foder uma vez, certamente faria de novo.
— Oi. — a mulher deu um passo à frente e se apresentou — Sou Caliana Asheton, mas pode me chamar de Derringer. — sorriu, me estendendo a mão.
— Sou Maria Fernanda Lorenz.
— Asheton — Enzo me corrigiu, enfático.
— Asheton — obedeci, porque aquele sobrenome mafioso me soava importante agora — Codinome, Maçãzinha.
Ela riu. Acho que ambas sabíamos muito bem a que nos referíamos.
— Trouxemos pizzas de calabresa quentinhas. — Ela disse, olhando para a minha barriga — Ouvi dizer que você gosta muito.
Deus, a melhor amiga mulher que sempre desejei finalmente apareceu na minha vida. E ela gostava de pizza de calabresa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO
Porque não desbloqueiam mais capítulos?...
Excelente leitura...