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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 28

Quando saí da cabine, não sei quem ficou mais surpresa, se elas com a minha roupa de banho ou eu com os biquínis minúsculos que elas usavam.

O de Shirley mal tapava os mamilos. E parte de baixo era tão cavada que se ela respirasse, apareceria o que não deveria.

Mabel? Um maiô. Sempre achei maiôs mais comportados. Até ver o dela. Tinha uma fenda que ia até o umbigo... e deixava todo o caminho até lá... vazio, sem nenhum tecido. Ela estava quase nua.

Não deu tempo de pensar. Nem de olhar demais.

Pietra surgiu novamente, rígida, chamando nossos nomes como se fôssemos soldados de um exército, daqueles que obedeciam ao sargento ou, caso contrário, estavam fora do batalhão.

— As candidatas devem se dirigir à área externa — anunciou.

Eu deveria ir. Mas não fui. O enjoo veio rápido demais para pedir licença. Uma onda quente subiu pelo estômago, fez minha boca salivar e minhas mãos ficarem geladas. Levei a mão ao abdômen, tentando fingir normalidade.

Mas mal consegui andar.

— Com licença — murmurei, mais para mim do que para alguém. — Mas eu... esqueci...

— O resto da sua roupa? — Shirley provocou. — Quem sabe vai botar um macacão por cima disso que chama de maiô.

Corri para o banheiro e me ajoelhei no chão, implorando para o meu estômago me dar mais alguns.

— Isso é hora de fazer xixi? — Mabel comentou.

— O senhor Enzo não tolera atrasos. Vamos! Certamente ele nem vai participar do restante do processo. Será eliminada. — Pietra fez questão de dizer.

— Mas... não se pode controlar a vontade de fazer xixi. — Mabel pareceu se compadecer de mim — E... é melhor fazer aqui do que na piscina.

— Você vem ou vai ficar com ela? — Pietra disse, seca — Melhor assim. Duas eliminadas e já temos a vencedora.

Claro que ela queria, por algum motivo, que fosse Shirley a escolhida para babá. Ouvi os passos delas deixando o vestiário e deixei meu estômago botar para fora os waffles, os cereais, o leite caramelado e os biscoitos de amendoim.

Achei que vomitaria até a alma. Mas não. Vomitei só até o estômago roncar, confirmando que não tinha mais nada dentro dele.

No fim, melhor assim. Eu realmente tinha comido demais no café da manhã. Nadar daquele jeito, com o estômago cheio, poderia me fazer mal.

Enxaguei a boca, lavei o rosto e me encarei no espelho. A minha pele estava pálida. Os olhos, ligeiramente marejados.

— Ótimo momento para isso — sussurrei, tocando meu ventre — Mas não se dê por vencido. Eu ainda não vou fazer o teste. Eu... não posso.

Tive vontade de chorar. Chorar real. O que eu faria da minha vida se estivesse grávida? Não bastava carregar o mundo nas costas. Agora eu teria que carregar também... um filho?

Já nem importava mais de dizer as palavras. O “G” e o “F” serviram bem como fantasia. Mas agora, eu estava sendo tomada pela realidade: grávida e filho.

— Mamãe já ama! — tentei rir de mim mesma. Era ironia, claro. Ou não.

Se tivesse um pacotinho ali dentro, claro que eu iria amar. E Will mimar. E papai... ter um novo sentido para viver. E Enzo... me matar. Na melhor das hipóteses, faria um teste de DNA. Na pior... nem se preocuparia com isso, porque não acreditaria.

A torneira ainda pingava quando endireitei a postura. Inspirei fundo, endireitei os ombros. Não era a primeira vez que eu passava mal. E, definitivamente, não seria a última. Meu corpo estava falando comigo. E eu que não estava querendo ouvir.

POV Enzo

As duas chegaram juntas. Andar firme, postura treinada e biquínis que não sei porque vestiram. Não usar dava na mesma coisa. Estavam praticamente nuas.

— Onde está a terceira candidata? — perguntei a Pietra, sem tirar os olhos do vestiário.

Eu a vi chegando. Será que tinha... desistido?

Pietra ajeitou a postura:

— Ela teve um… imprevisto no banheiro, senhor.

Atrasada, como sempre 1

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