POV Maria Fernanda.
— Estou contratada. — abracei Will assim que ele entrou no quarto.
Meu irmão me abraçou com força, tirando-me do chão:
— Eu jamais duvidei que conseguiria a vaga. Enzo Asheton tinha obrigação de contratá-la. Afinal, ele é o pai do filho que você espera.
— Shhh! — olhei para os lados, como se alguém pudesse ouvir de dentro do quarto ele, onde só estávamos nós dois. — Seguiremos o plano. O pai do meu filho tem sérios problemas psicológicos. Não seria nada seguro tê-lo perto de um bebê.
— Mas ele tem um filho. Você acha que ele é um bom pai? Como será que era babá que cuidava dele? Por que será que ela foi demitida?
— São muitas perguntas, Will. E eu não se responder. Mal sei se terei respostas depois de entrar naquela casa. Se o Davi for como o pai... eu tenho até pena dele, de antemão.
— Então Enzo não mexe mais com você?
— Não... definitivamente não. Não com a minha cabeça. Mas ele mexe com meu coração e o corpo inteiro.
— Já ouviu falar do chá de boceta?
Eu ri:
— Termo vulgar para mulher que transa bem? Acha que... com toda a minha inexperiência... eu dei um chá de boceta nele?
— Não, bebê. Eu não quis dizer isso. Só usei como exemplo...
— Exemplo?
— Certamente você não deu um chá de boceta nele. Mas ele te deu um chá de pica.
O encarei, furiosa:
— Quem precisa de inimigos tendo um irmão como você?
— Sou sincero. E você sabe disso.
— Não, você não é sincero. Se fosse sincero, não enganava o pobre do agiota que tem problemas de memória.
— Em primeiro lugar, bebê, ele não é um “pobre agiota”. Não existe agiota pobre. Eles emprestam dinheiro a juros abusivos. Mas, diferente dos bancos, não pesquisam até a sua alma para saber se você será um bom pagador.
— Porque se você não for um bom pagador, agiotas te matam, Will. Isso não é óbvio?
— Estou vivo, aqui na sua frente. E nunca paguei o agiota do bem.



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