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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 40

— Creio que haja situações que são bem mais íntimas que isso, senhor Enzo. Se o senhor amar, não se importará com a forma como ela acorda.

— Se não for para me acordar com um boquete, eu não quero na minha vida.

— Ou seja... há uma possibilidade de alguma acordar na mesma cama que o senhor... nem que seja... para pagar um boquete.

Eu gargalhei:

— Como eu já disse, o dia que uma mulher amanhecer na cama ao meu lado, me interne. Isso seria a quebra de qualquer encanto que já tive por alguém. Detalhe: eu nunca tive.

— Farei o possível para encontrar as duas pessoas que o senhor deseja: a da batata frita e a que o dopou. Mesmo que tenha que subornar todos os adolescentes que vendem hambúrgueres, refrigerantes, batatas fritas e sorvete, senhor, na tentativa da informação de “quem” ofertou um palito de batata para o seu filho.

— E não esqueça a que me dopou. Essa é ainda mais importante.

— Tentarei encontrar as imagens nas câmeras que não gravaram. Juro.

— Isso... não é uma galhofa, não é mesmo, Aayush?

— Não. Eu jamais ousaria, senhor.

Ele levantou-se e me olhou?

— Poderia me dar uma folga no próximo final de semana?

— Por que você quer uma folga? — fiquei surpreso. — Eu te ofereci isso desde que veio trabalhar comigo e você usou apenas... duas vezes.

— É... pessoal, senhor.

— Eu não achei que não fosse. Mas... se eu te perguntar uma coisa, você me responderia?

— Se não for pessoal...

— Você é um robô? Zadock te criou secretamente como um protótipo de algo que pretende vender?

— Eu não sou um robô, senhor.

— De que você se alimenta, Aayush? Você bebe? Você vai ao banheiro? Você tem sentimentos? Você sorri? Você... fode?

— São perguntas bem pessoais, senhor.

Suspirei e deitei a cabeça no sofá, fechando os olhos:

— Tem a sua folga, Aayush. E pode ir. Preciso ficar um tempo sozinho, para ver como irei recepcionar a Maçãzinha amanhã.

O telefone de Aayush tocou e abri os olhos. O telefone dele só tocava se fosse algo a meu respeito. Eu duvidava que meu assistente tinha um telefone pessoal.

Ele me olhou enquanto assentia com palavras monossílabas para a pessoa do outro lado. Quando encerrou a ligação, me encarou:

— Senhor, Maçãzinha está numa boate de periferia nesse momento. E com o namorado.

Levantei imediatamente:

— Mande preparar a minha moto. Agora!

POV Maria Fernanda

— Aceita uma bebida? — o homem com cabelos loiros e cacheados me ofereceu.

Parecia um anjo de tão lindo. Para mim homens de cabelos encaracolados sempre pareceram anjos. Infelizmente depois que eu conheci um moreno de cabelos escuros e lisos meu mundo virou de cabeça para baixo. Assim como os meus gostos.

Quem é Aayush? (II) 1

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