POV Maria Fernanda
Não tive mais dúvidas: ele lembrava! Abri a boca para me justificar, mesmo sabendo que não havia justificativas, que tudo realmente parecia ser pura e simples coincidência, quando Enzo zerou a distância entre nós.
Observei seus lábios e engoli em seco. Não tinha como dizer quem começou aquele beijo. Isso porque nos movemos juntos, exatamente no mesmo minuto, até nossas bocas se encontrarem e nossos corpo virassem um só.
Sentir a língua dele na minha novamente era algo que não imaginei que aconteceria de novo. Enzo estava comigo, mais uma vez, em um banheiro. E... meu corpo sentia o dele, cada centímetro, até... o pau enrijecido dentro da calça. E não, eu definitivamente não tinha nenhum fetiche por banheiros. Mas acreditei que ele tivesse.
Eu sabia que era errado. Eu sabia que não podia. Eu sabia que no dia seguinte estaria na casa dele, como sua funcionária. Mas meu corpo não obedecia. Meu coração parecia querer saltar para fora do peito enquanto minhas mãos alisavam sua nuca, numa busca desenfreada por toques ainda mais íntimos.
Ele esfregou-se contra mim, nossas línguas dançando uma com a outra, nossos corpos totalmente entregues. Enzo exercia um poder inexplicável sobre o mim.
Amanhã era amanhã. E ele poderia nem chegar. Eu queria aproveitar o hoje. Com ele.
Fiquei com medo que fosse um sonho. Então decidi apertar o pau dele, sobre o tecido da calça. Ele gemeu. Então me certifiquei de que era real.
Nos beijamos até que os nossos pulmões implorassem por ar. Respirei rapidamente e tentei beijá-lo novamente, mas Enzo não quis minha boca. Desceu os lábios pelo meu pescoço, enquanto suas mãos exploravam minha cintura, coxas, até que encontrou minha calcinha e massageou-me delicadamente sobre o tecido, me fazendo gemer de prazer.
— Molhada... incrivelmente molhada. — ofegou na minha clavícula, me mordiscando a pele de forma gentil, mas totalmente excitante.
Eu não sabia porra nenhuma sobre sexo. Minha primeira e única experiência foi com ele. Mas meu corpo respondia como se eu fosse uma expert.
Comecei a esfregar-me com força nos dedos dele, sentindo um prazer inexplicável. Enzo esfregou meu clitóris. Fechei os olhos, certa de que eu iria gozar em segundos. E caralho, gozar era a melhor coisa do mundo. Ele me ensinou aquilo.
Enzo virou-me de costas, ainda massageando minha boceta. Desceu lentamente a minha calcinha sob o vestido, deixando que ela deslizasse sozinha pelas minhas pernas até o chão. Os dedos passaram por toda minha extensão, certificando-se de que eu estava excitada. Eu estava totalmente molhada. Pegajosamente molhada.
Quando Enzo começou a enrolar a barra do meu vestido, ouvi o som da porta do banheiro se abrindo e enrijeci meu corpo, virando-me de frente para ele, atordoada. Foi quando o cheiro doce de perfume invadiu o ar, fazendo meu estômago contrair-se.
Sabe o fim do poço? Eu sabia que estaria chegando nele naquele momento, quando me ajoelhei no chão e não aguentei segurar o vômito.
Tudo começou a girar. Menos o mundo. Tenho certeza de que ele parou de girar naquele momento.
Foi quando o inimaginável aconteceu. Ele segurou meus cabelos. Sim, Enzo Asheton segurou meus cabelos para que não fossem atingidos pelo vômito. Levantei a mão, implorando, com aquele gesto, para que ele saísse dali. Era muita humilhação.
Mas ele não saiu. Era como se soubesse que tudo aquilo era por causa do seu filho... do nosso filho.
As lágrimas que rolaram pelo meu rosto não foram porque meu corpo estava em colapso. Tampouco pela humilhação pela qual eu estava passando. Eram lágrimas de medo, alegria, dúvida... tudo junto.
Eu não sabia qual era o meu destino. E o destino daquela criança que eu esperava. A única certeza que eu tinha era de que o pai dele estava ali, comigo... mesmo que aquilo me parecesse impossível.
— Está tudo bem? — a voz feminina perguntou do outro lado — Você... quer ajuda?
— Ela está bem. — Enzo respondeu por mim.
Fiquei imaginando a cara da mulher do outro lado, sendo respondida por uma voz masculina que vinha de dentro da cabine do banheiro feminino.
Já não tinha mais nada dentro do meu estômago. A mulher já tinha ido embora, mas deixara o cheiro insuportável do perfume no ar.
Fiquei ali, olhando para o vaso sanitário, me fingindo de morta.
— Vou levá-la ao hospital. — Enzo quebrou o silêncio, com aquela voz masculina marcante, que me fazia ver estrelas mesmo estando há anos luz delas.
— Não precisa... eu... estou bem.
Tentei levantar, mas minhas pernas estavam fracas e trêmulas. Enzo me ajudou. Quando ficamos cara a cara, desviei o olhar rapidamente. E eu nem sabia se era por vergonha do que tinha acontecido antes ou por causa do fiasco de ter vomitado na frente dele.
— Eu... — minha voz falhou.
Enzo pegou um pedaço de papel e limpou a minha boca. Cada toque fazia meu estômago contrair-se. E não, não era por mais vontade de vomitar. Eram as famosas borboletas no estômago, que eu sempre tinha ouvido falar, mas nunca tinha sentido. Ao menos até aquele momento. Elas estavam lá. Eu tive certeza.
— Obrigada. — murmurei, sem jeito.
— Você vai ao médico. — ele disse seriamente.
— Não precisa mesmo. Isso sempre acontece. — falei, sem pensar.
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A babá é a mais nova obsessão do CEO