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A babá é a mais nova obsessão do CEO romance Capítulo 44

Eu não fantasiei que Enzo poderia estar com uma das Ferraris. Mas também não passou pela minha cabeça que estivesse de moto.

Quando vi aquela máquina, fiquei imóvel. Caralho, eu seria levada para casa de moto por Enzo Asheton?

Enzo me entregou um capacete e pôs o dele. Não tive como não perguntar:

— Você... sempre anda com um capacete reserva?

Ele demorou alguns segundos para responder, com um sorriso:

— Sim. Nunca se sabe como vai acabar a noite.

Desgraçado! Era eu, mas poderia ter sido qualquer uma.

— Tem certeza de que vai desperdiçar o seu capacete comigo?

— Por que eu não faria isso?

— Eu não vou transar com você na minha casa.

— Por mim não tem problema. Podemos ir para um Hotel. Você escolhe. Qualquer um.

Balancei a cabeça, atordoada. Fiquei olhando para aquele capacete, prestes a devolver para ele. Quando percebi, Enzo pôs o apetrecho de proteção na minha cabeça. Enquanto afivelava na parte que encobria o meu queixo, senti como se seus dedos me queimassem.

Tentei tirar o capacete, mas Enzo impediu-me.

— Não se preocupe, Maria Fernanda. Eu não vou levá-la para um Hotel. Não quero que se atrase amanhã. — piscou — Deixamos para outro dia.

Abri a boca para dizer eu nem sei o que, porque tinha certeza que a voz não sairia, quando aquele homem me levantou como se fosse uma pena e pôs-me sentada na moto, tomando logo em seguida o lugar da frente.

Será que era arriscado andar naquilo grávida?

Enfim... não tive tempo de pesquisar a respeito. Em minutos eu estava na autoestrada na carona da moto de Enzo Asheton, o pai do meu filho, o homem que a partir de algumas horas seria o meu chefe.

Tentei não me segurar muito nele. Mas a cada curva, eu ficava com um pouco de medo e me agarrava à sua cintura. Tudo passava tão rápido que eu não tinha coragem de pensar em nada, só nos borrões das imagens que passavam pelos meus olhos.

Eu queria abraçá-lo. E me aproveitar um pouco do momento. E por que não? Tínhamos nos beijado minutos antes. O que um abraço sem segundas intenções, só para eu não cair de cima daquela moto, poderia causar? Má impressão, óbvio.

Foda-se! Eu já tinha ligado o foda-se várias vezes naquela noite. Todas com relação a ele.

Passei meus braços ao redor do corpo de Enzo e deixei que a cabeça se aproximasse, aspirando seu aroma de perfume importado. Olhei pelo retrovisor e nossos olhos se encontraram. E um frio percorreu a minha barriga e o estômago se contraiu. E Deus, eu não queria vomitar de novo! Meu bebê parece que não gostava muito de borboletas no estômago.

Eu não acreditava que estava fazendo aquilo! Era surreal... desde a parte de ter me deparado com ele enquanto saía da pista de dança... até o que nos levou àquele momento. Como chegamos naquele ponto?

Eu poderia ficar na garupa da moto de Enzo para sempre. Mas infelizmente não dava para eternizar momentos. Fui dando as coordenadas do caminho para minha casa. Algumas ele mesmo “descobriu” sozinho, o que me dava a certeza de que pesquisou sobre a minha vida. Mas eu não julgava, por inúmeros motivos. Até que chegamos na frente da minha casa.

Se eu pudesse fazer um único pedido naquela noite, seria voltar para o banheiro da boate. E não vomitar.

Enzo havia me trazido para casa... trocamos uns beijos e amassos. Isso significava que estávamos namorando?

Ri de mim mesma. Eu não entendia muito de namoros, já que nunca me envolvi com ninguém. Mas definitivamente, eu não tinha nada com Enzo Asheton. Ele queria me comer. E eu queria ser comida por ele. Então... que mal tinha em nos usarmos?

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