Fomos parar no bar, mais uma vez. Sim, nós dois num bar, um mês depois da primeira vez. Não era o mesmo lugar, mas a mesma situação. Era agora que eu perguntava se ele me reconhecia?
Enzo chamou o barman com um estalar de dedos:
— O que quer beber? — perguntou — eu pago.
Ele achava que eu não tinha dinheiro para uma bebida? Sorri, amargurada. Sim, certamente era o que Enzo achava de mim. E ele não estava errado. Ainda assim, eu tinha orgulho.
Olhei para o barman:
— Uma água sem gás para mim e uma dose de uísque para ele. EU PAGO. — frisei.
Enzo arqueou uma sobrancelha:
— VOCÊ paga?
— Por que não? Não somo patrão e empregada aqui, não é mesmo? Então, eu pago uma bebida para você.
Enzo acompanhou os gestos do barman preparando as bebidas, sem desviar os olhos um minuto sequer. Estava tão compenetrado que imaginei que se eu dissesse algo, ele sequer ouviria.
Certamente duvidava dos padrões de higiene do local. Gente milionária era mesmo louca.
Bebi toda a água do copo. Motivo um: eu estava com sede. Motivo dois: eu estava nervosa.
Que porra estava acontecendo? O que aquele homem fazia ali, bebendo comigo num bar de uma danceteria falida?
Enzo olhou para o copo de uísque que estava entre seus dedos. Mas não bebeu.
— Qual é? — eu ri — se o copo estava sujo, no momento que o uísque foi colocado aí matou todos os germes, já que é quase álcool puro. — brinquei.
— Isso quer dizer que você entende de bebidas também! — me encarou — claro, além de crianças e medicamentos que causam doping.
O encarei e não contive o riso:
— Acha que por que eu sou pobre não posso saber sobre bebidas? Eu te ofereci uísque porque é o que CEO’s bilionários bebem. E duvido que isso aí não seja 70% álcool. — franzi a testa — Doping? Desde quando eu entendo de doping? Certamente está me confundindo com alguém, senhor Asheton.
— Enzo, porra! Me chama de Enzo. Não estamos no trabalho.



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