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A BABÁ E O FAZENDEIRO VIÚVO romance Capítulo 37

Apesar de já ter ouvido coisas semelhantes de Adriano, o tom com que ele falou, me feriu de uma maneira diferente. Principalmente depois do beijo. Mas para ele era como se o beijo não tivesse significado nada. Pelo menos era o que ele demonstrava.

Ele me encarou de cima a baixo, e naquele olhar não havia mais conflito. Só autoridade. Distância. Frieza.

— Você é apenas uma babá — continuou, impiedoso. — Foi contratada para cuidar da minha filha. Não para julgar minhas decisões, nem minha vida.

Eu sentia o peito doer de verdade, como se algo estivesse rasgando por dentro.

— Eu sei — respondi, um pouco perdida.

E então veio o golpe final. O que me desmontou de vez.

— Se não está gostando do que vê — ele disse, virando um pouco o rosto, como quem já decidiu — talvez seja melhor arrumar outro emprego.

Não houve discussão depois disso. Eu não consegui dizer absolutamente nada. Adriano virou as costas e saiu pelo corredor, passos firmes, decididos, como se aquela conversa tivesse sido apenas um incômodo a mais no dia dele. Ouvi a porta do escritório se fechar ao longe. O som ecoou pela casa inteira, mas foi dentro de mim que ele mais doeu.

Fiquei ali, parada no corredor, sentindo o corpo tremer. As pernas fracas, os braços pesados, o coração em frangalhos. Mas infelizmente era isso mesmo que eu era: uma babá; uma substituível.

Capítulo- 37 1

Capítulo- 37 2

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