Naquele momento Leon me deixou confusa. Eu que já estava achando que conhecia todas as manias e paranoias de Adriano me peguei curiosa. Do que Leon estava falando? Parecia que a vida de Adriano era feita de mistérios sombrios escondidos em buracos e quanto mais a gente cavava, mais coisa encontrava.
— A vida que ele teve? Não estou entendendo — perguntei confusa.
Leon assentiu lentamente.
— Você acha que conhece o Adriano porque sabe sobre o que aconteceu com a Antonella e o bebê — disse. — Mas aquilo foi só a ponta de um iceberg para ele ser o que é hoje; para ele se destruir como está fazendo.
Meu estômago revirou. Parecia que tudo que dizia respeito a Adriano, vinha com dores.
— Como assim? — perguntei, cheia de curiosidade.
Ele respirou profundamente, como se estivesse abrindo uma porta que costumava manter fechada.
— Se você acha que ele bebe muito… — Leon fez uma pausa — você não faz ideia da verdade.
Senti um frio estranho percorrer minha espinha, enquanto ouvia Leon falar.
— O que aconteceu com a Antonella e o bebê foi só um gatilho para levar Adriano por esse caminho tenebroso que ele vem seguindo — ele continuou. — O Adriano já bebia muito antes disso.
— Antes? — repeti, quase num sussurro.
— Muito antes — confirmou. — Ele começou a beber aos doze anos.
Meu coração quase parou.
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