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A Babá "Feia" e o CEO romance Capítulo 138

Tive que me enfiar no meio dos dois antes que o pior acontecesse.

Quem diria? A situação era, no mínimo, curiosa.

Uma feia com dois homens lindos querendo se pegar no soco por ela.

Tá certo que aparentemente agora eu era uma ex-feia, mas era difícil lembrar disso.

Por incrível que pareça, quem parou as provocações foi o Vinícius.

De algum modo ele se controlou, respirou fundo, ajeitou a camisa, dobrando as mangas um pouco enquanto abria um botão, e recobrou a calma.

Disse que iria nos deixar em paz, o que também achei estranho.

E confesso que esperava que ele insistisse mais.

Tinha vindo até aqui e não iria lutar mais por mim?

Sei que tinha pedido pra ele parar, que tinha demonstrado que estava magoada demais pra perdoá-lo, mas ainda o amava.

E confesso que, se ele insistisse muito, eu não responderia por mim.

Foi melhor assim, repeti pra mim mesma.

Eu e Daniel nos sentamos no bar enquanto o cantor se apresentava.

Entre uma música e outra, ele pegou o microfone, pediu pra banda reduzir o volume e começou a falar:

— Olha, geralmente eu não faço isso. Qual o nome mesmo? Serenata, né?

O cantor era um rapaz novo, devia ter no máximo uns vinte e cinco anos.

As pessoas do local deram algumas risadinhas.

— Mas um rapaz apaixonado me pediu desesperado pra cantar pro amor da vida dele. Então vamos lá.

Arregalei os olhos.

Meu coração batendo tão acelerado que eu podia sentir pulsar na garganta.

— Bela, essa é pra você. — O cara completou, e eu pensei que fosse desmaiar.

O cantor estava com o olhar apontado na nossa direção.

E atrás dele, de pé perto da beira do palco, estava Vinícius.

Meu ex-chefe-noivo-de-mentira me olhava com um sorriso leve, cheio de esperança, com uma expressão tão apaixonada, parecida com a de um filhote de golden caído de uma mudança.

Que merda.

Quando ele começou a cantar, era uma música do Nando Reis.

Pra Você Guardei o Amor.

Fechei os olhos.

Não.

Não, não, não.

Durante toda a apresentação, todos os olhos estavam voltados pra mim.

As pessoas cochichavam.

Acho que foi a primeira vez que algo assim era feito sem a intenção de fazer chacota de mim.

E eu mal sabia onde enfiar a cara e o que fazer a seguir, porque Vinícius se aproximava da nossa mesa em meio aos aplausos das pessoas do bar e aos incentivos do cantor.

— Vocês precisam conversar — Daniel falou baixinho, do meu lado.

— Daniel, me desculpa. Eu não sabia que ele viria, eu...

— Bela.

A voz dele era tranquila.

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