Gostoso, cheiroso, rico e classista.
O mundo continuava girando do mesmo jeito de sempre.
Ufa, pelo menos era um completo babaca.
Se me expulsasse dali por isso, e não por causa do meu portfólio ou currículo, já era um consolo. Eu poderia me acalmar dizendo a mim mesma que não tinha conseguido o emprego por culpa da minha aparência ou pelo preconceito do CEO gostoso e escroto.
Tava tudo bem.
E além do mais, não seria justo um homem tão lindo ser gente boa. Isso não faria sentido algum.
Nossa, ele realmente era alto… e forte… e cheiroso.
— Eu vim pela vaga de designer — respondi, com a voz falhando levemente, apesar do esforço. — Meu nome é Isabela, sou formada com honras pela USP, em Artes Visuais.
Não sei por que já fui esfregando parte do meu currículo na cara dele, mesmo antes de qualquer pergunta.
Me senti encurralada, um animal indefeso. Havia algo naquele olhar gelado que me deixava ainda mais vulnerável, e eu não sabia como reagir.
Vinícius assentiu com a cabeça, apontou pra cadeira e mandou eu me sentar.
Entreguei minha pasta com alguns dos meus trabalhos num portfólio impresso, e ele começou a folhear. Tentei captar algo no olhar dele que me desse uma pista se estava gostando ou não, mas nada. O homem era uma esfinge.
— Tenho o portfólio completo no endereço virtual, coloquei no fim da última folha — disse, precipitada, ajeitando o maldito óculos que insistia em escorregar pelo meu nariz.
Ele não respondeu. Fiquei em silêncio por segundos que pareceram horas.
Vinícius coçou o rosto com as costas da mão, puxou o ar como se estivesse tomando coragem e disse:

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