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A Babá "Feia" e o CEO romance Capítulo 96

Não sei o que aconteceu comigo, eu só pensava em rasgar as roupas da Bela. Todas aquelas peças me irritavam, porque eu precisava estar dentro dela o mais rápido possível.

O beijo, que no início foi tímido, aos poucos foi se transformando em algo desesperado. Minha língua invadia a boca dela, minha mão segurava o cabelo, puxando com força pra mais perto de mim, como se eu quisesse ter certeza de que aquilo era real e que não iria acabar. Meus dias pareciam pesadelos intermináveis, e eu precisava dela mais do que gostaria de admitir.

A porta do escritório mal tinha fechado. Encostei Bela na parede, a mão indo direto pra bunda dela, apertando forte, marcando a carne macia com meus dedos. Ela gemeu e aquilo me invadiu como se fosse oxigênio. Acho que eu nunca tinha sentido tesão desse jeito. Nem quando era adolescente, nem quando estava bêbado em alguma festa cheia de modelos. Era diferente. Com ela era sempre diferente.

Tirei seus óculos e, apesar do cuidado de colocá-los na mesa da melhor forma que eu conseguia, enquanto a beijava e segurava a bunda dela com a outra mão, eles acabaram caindo no chão.

Ela riu enquanto me beijava, e eu mordi o lábio inferior pra mostrar meu desejo, tentando ser o mais cuidadoso possível dentro do possível. Ela soltou um gritinho e, na hora, meu pau latejou. Eu queria que ela gritasse, mas lembrei que a sala era de vidro e que, além de tudo, ainda tinham pessoas no andar — mesmo com a persiana fechada, todos ouviriam se a gente se excedesse.

Ela se virou, encostou a bunda no meu pau e esfregou, de propósito. Não precisava fazer nada além disso pra me deixar duro, mas ela sabia o que tava fazendo.

O cheiro dela era doce, misturado com o aroma de sabonete de flores que ela usava e que, inexplicavelmente, era o cheiro mais gostoso do mundo.

Mordi o pescoço, subindo a blusa até sentir a pele quente, macia. Eu queria lamber ela inteira e fazê-la gozar só com a minha língua.

Enfiei a mão por baixo da saia, subindo devagar. Apertei a coxa com força enquanto subia o toque com a outra mão. Ela tava molhada pra mim, muito molhada.

Senti o pau latejar. Com uma mão, desabotoei a minha calça, enquanto, com a outra, abria espaço, puxando a calcinha de lado.

Ela gemeu de novo e, dessa vez, botou a mão na boca pra abafar, mas o gemido insistia em sair da garganta, alto demais pra conter. Pensei que as pessoas ouviriam.

O Vinícius de antes jamais iria querer que as pessoas sequer imaginassem que estivesse fazendo sexo com alguém como a Bela, mas o de hoje não poderia ligar menos.

Naquele instante, eu seria capaz de gritar pro mundo que ela era tudo que eu queria, tudo que eu precisava.

Puxei ela de costas pra mim, me encaixando entre as pernas. Ficamos de pé assim, ela curvada, a bunda empinada, roçando no meu pau, ainda na cueca. Eu quase gozei só de sentir o calor da buceta dela, quente, até o tecido ficar molhado com a excitação dela.

Vi a gravata caída no chão, e tive uma ideia que jamais pensei em ter, pelo menos não com a Bela. Sorri de canto… finalmente, iria fazer uso daquela gravata de merda de um jeito que valesse a pena.

Peguei a gravata, enrolei no punho dela, me certificando de que não iria machucá-la nem deixar marcas, enquanto cochichava no ouvido dela, perguntando se queria que eu parasse. Ela respondeu que não com a cabeça, respirando pesado, olhos fechados de tesão.

Puxei os braços pra trás, deixando-os presos nas costas, totalmente à minha mercê. Senti o corpo dela se estremecer, e eu tive certeza de que ela queria aquilo tanto quanto eu. A umidade do sexo dela, ainda mais intensa, não deixava dúvidas.

Encostei ela na mesa, joguei tudo que estava em cima — relatórios, blocos de notas, canetas — e a deitei ali, com as mãos presas na lombar, as pernas abertas, esperando por mim.

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