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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 229

“Blake Reeve”

Eu não deveria ter pego o vinho.

Essa é a primeira coisa que penso quando coloco as taças sobre a mesa de centro e abro a garrafa.

Não é protocolo. Não está em nenhum manual.

E, se alguém da equipe entrasse agora e me visse abrindo uma garrafa de vinho para a pessoa que estou designado a proteger… eu não teria uma resposta profissional para dar.

Mas, ainda assim, fiz isso. Fiz porque vi como Sophia ficou depois que neguei a saída, mesmo se esforçando para disfarçar.

Não posso ignorar os riscos e levá-la a um pub qualquer numa sexta à noite só porque ela está com saudade da própria vida.

Mas, mesmo sabendo que não devo, posso fazer isso.

Sirvo as duas taças e me sento na poltrona ao lado do sofá, mantendo a distância que ainda faz sentido manter. Surpresa, ela olha para a taça, depois para mim e finalmente a pega devagar.

Em seguida, encosta no sofá e fica em silêncio por alguns segundos, olhando para o vinho com uma expressão que não consigo classificar completamente.

— Obrigada — diz, por fim, baixo.

— Não é um hábito — respondo, antes que ela ache que estou começando uma tradição de sexta-feira.

Ela solta um sopro baixo pelo nariz, quase um riso, e gira a taça entre os dedos.

— Fico aliviada. Já estava achando que tinha descoberto um ponto fraco seu.

— Não recomendo apostar nisso.

— Eu gosto de apostas, sabia? — rebate, erguendo a taça na minha direção antes de dar um gole.

Observo em silêncio enquanto ela bebe. Sem pressa, sem provocações. Só… aproveitando.

— Você acha que eu sou mimada — diz, de repente. — E não é uma pergunta, é uma observação. Você acha. A maioria deve achar também.

— O que você acha?

Ela considera por um momento.

— Acho que cresci num mundo onde certas coisas simplesmente existiam — responde, devagar. — Carro, cozinheiro, escola particular… Não pedi por isso, só era assim. Mas acho que, às vezes, confundi ter tudo com estar bem. São coisas diferentes.

Não respondo, porque sei que ela não quer que eu responda. Só quer falar.

— Em Manhattan eu tinha uma rotina que funcionava — continua, mais baixo. — Trabalho, as pessoas certas, os lugares certos. Não era perfeito, mas era meu. E funcionava.

Ela faz uma pausa curta, girando a taça entre os dedos.

— E agora estou aqui — acrescenta, com um sopro leve. — Numa cidade diferente, num apartamento que não é o meu, com alguém que eu nunca tinha visto na vida decidindo como devo viver.

Os dedos dela apertam levemente a base da taça.

— Então, se eu pareço… difícil, ou irritante, ou qualquer coisa assim… — dá de ombros, como se quisesse minimizar o próprio ponto — não é exatamente quem eu sou. É só… tudo isso.

— Vai passar — digo, baixo.

— Você sabe disso?

— Porque vou fazer de tudo para isso acontecer.

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