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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 68

“Ivy Collins”

A mansão está silenciosa quando entro.

Silenciosa demais.

Fecho a porta atrás de mim com cuidado, como se qualquer barulho pudesse denunciar tudo o que aconteceu nas últimas vinte e quatro horas.

Como se alguém pudesse simplesmente olhar para mim e ler na minha testa: não sou mais virgem.

Respiro fundo e subo as escadas. Quando chego ao corredor, ouço a voz animada de Oliver vindo da porta aberta do quarto dele.

— Ivy! — grita, correndo na minha direção com o braço engessado esticado. — Olha o que a tia Sophia desenhou no meu gesso!

Me agacho para olhar o foguete colorido, que ocupa o espaço ao lado do desenho que fiz dias atrás.

— Ficou incrível, astronauta — digo, sorrindo.

— Onde você tava, Ivy? — ele pergunta, franzindo as sobrancelhas. — Pensei que você tinha ido embora pra sempre.

— Claro que não. Eu só… tinha um compromisso.

— Com quem? — insiste, me encarando com aqueles olhos curiosos demais para a própria idade.

— Deixa de ser curioso, Oliver — Sophia intervém, e agradeço mentalmente por isso. — Oi, Ivy. Como foi a folga?

— Foi… tranquila — minto, porque foi tudo, menos isso. — Obrigada por ficar com ele.

— Imagina, adoro passar tempo com meu terrorista favorito — ela bagunça o cabelo de Oliver, que ri. — Além disso, Lucas me pediu. Se eu negasse, provavelmente ele me atolaria de trabalho depois.

Sinto meu rosto esquentar levemente ao ouvir o nome dele.

— Bom, já que você chegou, estou indo — diz, entrando no quarto para pegar suas coisas.

Quando volta, beija a cabeça do sobrinho, se despede de mim com um sorriso e segue em direção às escadas.

Assim que Sophia desaparece, ouço a voz de Lucas falando com ela, e meu coração acelera automaticamente.

Mas mal tenho tempo de processar, porque Oliver se agarra no meu braço, me balançando.

— Ivy, você pode me ajudar a terminar meu desenho? — pede, fazendo biquinho.

Solto um suspiro cansado, mas, como sempre… Oliver me vence, independentemente do cansaço.

Quando assinto, ele sai correndo e se senta à mesa, me mostrando um desenho quase pronto. Mas, ao contrário do que imaginei, não são dinossauros nem foguetes.

São… bonequinhos.

— Esse é o papai, essa é a Sra. Mallory, essa é a Blair — explica, apontando cada um. — E essa aqui é você.

Quando ele aponta para a bonequinha ao lado dele, segurando sua mão, é impossível não sorrir.

— Ficou lindo, astronauta. Você desenha muito bem.

Ele sorri, orgulhoso, e volta a desenhar, concentrado.

Fico com ele por mais um tempo, exausta, mas com o coração inexplicavelmente leve. Saber que ele me enxerga como parte da família… significa mais do que eu deveria admitir.

Quando a Sra. Mallory aparece avisando que o jantar está quase pronto e se oferece para levá-lo, agradeço e praticamente corro para o meu quarto.

Fecho a porta e me jogo na cama, puxando o celular do bolso.

68. Não Vou Desistir 1

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