Não há hesitação dessa vez. Não há vinho, não há desculpa, não há espaço para arrependimento antes que aconteça.
Blake nem sequer hesita, correspondendo o beijo com uma intensidade que me rouba o ar. O beijo deixa de ser meu e passa a ser dele. Profundo. Exigente. Dominante.
Suas mãos grandes seguram meu rosto, inclinando minha cabeça exatamente do jeito que ele quer. A língua dele desliza contra a minha com uma fome controlada que faz meus joelhos fraquejarem.
— Você não faz ideia do que acabou de começar — murmura contra meus lábios, mordendo de leve.
Antes que eu consiga responder, ele me puxa para dentro do quarto com um movimento rápido, sem nunca desgrudar a boca da minha.
A porta se fecha atrás de nós com um clique abafado. O robe de cetim escorrega dos meus ombros quase sem que eu perceba e cai no chão.
— Blake… — consigo murmurar contra os lábios dele, mas não sei se é aviso ou súplica.
Ele para por um segundo, mas não se afasta. Os olhos dele encontram os meus, escuros, atentos, como se estivesse me dando uma única chance de voltar atrás.
— Última chance, Sophia — diz, em tom baixo e firme. — Depois disso…
— Péssima hora para decidir falar demais — corto, colando minha boca na dele outra vez.
Blake me levanta como se eu não pesasse nada e me deita na cama com uma delicadeza que contrasta com a intensidade do olhar dele.
O corpo dele cobre o meu imediatamente, pesado, quente, firme. Sinto cada linha de músculo contra mim, o calor que atravessa o tecido fino da camiseta dele.
Seus lábios descem pelo meu queixo, pelo pescoço, mordendo de leve logo abaixo da orelha. Um arrepio intenso percorre minha espinha.
Ele continua descendo seus beijos úmidos ao longo da minha clavícula, enquanto as mãos deslizam pelas minhas coxas, subindo o tecido fino da camisola até a cintura.
— Meu Deus… — sussurro, arqueando o corpo sem conseguir me controlar.
Ele tira a camisola com um movimento lento, quase reverente, expondo minha pele ao ar frio do quarto, e os olhos dele escurecem ao me ver nua. Não há pressa, mas também não há hesitação.
Os lábios voltam a me torturar, descendo entre os seios, enquanto a língua traça círculos lentos ao redor de um mamilo antes de sugá-lo com força suficiente para arrancar um gemido baixo de mim.
Ele desce ainda mais com os beijos, passando pela barriga, pelos quadris. Então, as mãos dele abrem minhas pernas com autoridade e se posicionam entre elas.
Quando a boca dele finalmente encontra minha intimidade, quente e molhada, eu perco completamente o controle.
— Blake… — o nome sai entrecortado, quase um gemido, enquanto meus dedos se enterram nos cabelos claros dele.
Ainda assim, ele não para. Sua língua desliza com uma precisão devastadora, alternando a pressão e o ritmo, como se soubesse exatamente o que meu corpo quer antes mesmo que eu saiba.
Cada sugada envia ondas de prazer que me fazem arquear os quadris contra a boca dele, enquanto dois dedos grossos deslizam para dentro de mim, curvando-se no ponto exato.
Meus gemidos ficam mais altos, mais desesperados, o nome dele escapando repetidamente dos meus lábios como uma prece.
— Blake… — o nome escapa entre gemidos baixos, roucos, quase desesperados. — Blake… ah, meu Deus…
Meus quadris se movem contra a boca dele, buscando mais. Os dedos entram e saem em um ritmo torturante, enquanto a língua não para de trabalhar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Proibida do CEO