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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 232

“Blake Reeve”

Saio do quarto dela e fecho a porta devagar, como se qualquer barulho pudesse denunciar o que está acontecendo dentro de mim.

Volto para o meu quarto, coloco a arma na mesa de cabeceira, sento na borda da cama e fico olhando para o chão por mais tempo do que gostaria de admitir.

— Pesadelo — murmuro, baixo o suficiente para que só eu ouça.

Respiro fundo. Inspiro. Expiro. O ritmo que uso quando preciso calibrar a adrenalina depois de uma ameaça real.

O problema é que não havia ameaça nenhuma. E, mesmo assim, reagi como se houvesse.

Entrei em alerta quando os primeiros sons chegaram através da parede, me acordando do sono leve.

Meu instinto de segurança reagiu primeiro: barulhos estranhos no meio da noite, quarto ao lado, protegida vulnerável.

Me levantei, peguei a arma e cheguei até a porta dela com os sentidos completamente focados.

Mas, quando estava prestes a arrombar a porta, se fosse preciso, entendi com clareza o que aqueles sons significavam. Porque, entre os ruídos abafados, ela estava gemendo o meu nome.

Foi por isso que bati, e não entrei direto. Porque bater era o único jeito de ter certeza de que ela realmente estava bem, sem invadir algo que claramente não era uma ameaça.

E quando abri a porta e vi… o rubor intenso no rosto dela, a respiração rápida demais, as coxas pressionadas uma contra a outra, mesmo sob o cobertor… eu tive certeza.

Ela estava se tocando pensando em mim.

— Porra, Blake… respira.

Não adianta, óbvio. Meu pau continua duro, incomodando sob o tecido da calça de moletom, exigindo uma atenção que eu não posso dar.

Deito de costas, cruzo os braços atrás da cabeça e encaro o teto.

O beijo de ontem foi ridículo. Dois segundos ou talvez menos que isso.

Não foi intenso, não foi cinematográfico. Foi desajeitado, breve, quase sem jeito, o tipo de coisa que dois adolescentes fariam e fingiriam que não aconteceu depois.

E, mesmo assim, mexeu comigo mais do que deveria. Mais do que qualquer coisa, nos últimos anos.

Ainda assim, eu estava quase conseguindo esquecer. Quase conseguindo trancar aquilo no fundo da mente e voltar a ser só o profissional.

Então os gemidos começaram. Meu nome, baixo, rouco, saindo dos lábios dela enquanto se dava prazer.

E isso me fodeu mais do que qualquer coisa.

— Se controla, porra — falo, esfregando a mão no rosto. — Ela é o trabalho. Só o trabalho. Você não pode querer isso.

Meu corpo discorda. O som dela gemendo meu nome não sai da minha cabeça, tornando ainda mais difícil controlar minhas reações.

Quero voltar para aquele quarto, puxá-la para mim, substituir a mão dela pela minha boca, pelos meus dedos, pelo meu…

Fecho os olhos com força, interrompendo o pensamento antes que ele vá longe demais.

— Ela é a sua protegida. Ponto final.

Me levanto, irritado, tiro a calça e vou direto para o chuveiro. A água gelada b**e no peito, desce pela barriga, mas não apaga o fogo.

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