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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 233

“Sophia Sinclair”

Três dias.

Setenta e duas horas desde aquele beijo ridículo. Desde aquele sonho torturante.

Não que eu esteja contando, claro.

E três dias é tempo suficiente para qualquer pessoa fingir que está bem. Para sorrir quando precisa, responder quando perguntam, funcionar como sempre para que ninguém note nada.

O problema é que Blake não é qualquer pessoa.

Ele não pergunta nem comenta minha mudança. Não faz nada além de continuar sendo exatamente o que sempre foi, e é isso que me incomoda mais do que qualquer coisa.

Porque, se ele reagisse de alguma forma, se fosse frio demais ou atencioso demais, eu teria algo concreto para usar como desculpa.

Mas ele está igual. E eu claramente não estou.

Meu celular toca, interrompendo meus pensamentos. Deixo o notebook de lado e me endireito no sofá para atender.

— Chegou bem? — pergunto, antes que ele diga qualquer coisa.

— Cheguei. Acabei de entrar na empresa e decidi falar com você antes de mergulhar em tudo o que me espera aqui — responde, soltando o ar devagar. — Mas não foi para isso que liguei. Como você está?

— Bem.

— Sophia.

— O quê?

— Você respondeu rápido demais.

Fecho os olhos por um segundo. Anos convivendo com esse homem… é claro que ele consegue ler o que não disse com uma única sílaba.

— Só estou cansada — respondo, abrindo os olhos e encarando o teto. — Passei o fim de semana trabalhando.

— Trabalhando ou evitando parar para pensar?

— Podem ser as duas coisas.

Ele deixa passar, o que significa que vai guardar para perguntar de novo mais tarde. Lucas sempre foi assim: não insiste na primeira abertura, espera você baixar a guarda.

— Os seguranças estão te tratando bem? Blake está cuidando de você?

O nome cai no meio da conversa com uma naturalidade que não combina com o que acontece comigo quando ouço.

— Sim — digo, em um tom que espero ser neutro o suficiente para ele acreditar. — Está tudo sob controle.

— Você está cooperando com ele?

— Estou sendo um anjo, Lucas.

Ele suspira, ficando em silêncio por um segundo, e eu consigo imaginar a expressão dele do outro lado da linha.

— Só não complica o trabalho dele, ok? Blake é bom no que faz, mas isso não significa que você pode testar a paciência dele a todo minuto.

— Já disse que estou cooperando.

— Tá bom. Me liga se precisar de qualquer coisa. Qualquer coisa, Sophia.

— Pode deixar, rabugento — digo, e consigo sorrir de verdade pela primeira vez naquela manhã. — Agora vai trabalhar, Lucas.

Ele ri baixo antes de desligar.

Fico olhando para o celular por alguns segundos depois que a tela escurece. Depois, coloco na mesa, viro para o relatório e tento, de novo, fingir que consigo me concentrar.

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