A mensagem ainda está aberta na tela do meu celular, enquanto meu cérebro traz o nome que evito pensar.
Que inocência a minha acreditar que Simon magicamente pararia com suas fantasias doentias só porque sumi do radar dele…
Respiro fundo e fecho os olhos por dois segundos, como se, de alguma forma, isso fosse fazer a mensagem desaparecer.
— Sophia?
A voz de Owen me puxa de volta.
Abro os olhos e o encontro me encarando, com as sobrancelhas franzidas.
— O que aconteceu?
— Simon mandou outra mensagem — respondo, baixo, levantando o celular.
— Deixa eu ver.
Entrego o aparelho sem discutir. Owen lê a mensagem em silêncio, e os olhos passam pelas linhas uma vez, depois outra.
Ele respira fundo, passando a mão pelo rosto, já mudando de postura.
— Blake precisa ver isso.
Como se tivesse sido invocado, Blake aparece na entrada da cozinha no segundo seguinte.
Ou talvez já estivesse ali, apenas esperando.
— Preciso ver o quê?
Owen se vira, entregando o aparelho sem rodeios. Blake pega o celular, lê a mensagem uma vez e não muda de expressão.
O que, de alguma forma, é pior do que qualquer reação.
— Número desconhecido — murmura, com a voz controlada demais. — Quando chegou?
— Agora há pouco.
Ele assente, devolvendo o celular para Owen, mas não tira os olhos de mim. Agora não tem mais nada do homem que quase me beijou minutos atrás.
Só o profissional frio. Calculado. Perigoso.
— Vamos te realocar — diz, sem rodeios. — E as visitas estarão suspensas a partir de hoje.
Abro a boca para protestar, mas ele continua antes que eu consiga.
— Você está segura, mas Simon pode descobrir sua localização através de padrões — continua, firme. — Rotina, entregas, pessoas entrando e saindo. Qualquer variável fora de controle vira uma porta de entrada.
— É só uma mensagem — retruco, cruzando os braços, tentando manter a calma que não sinto. — Isso não é prova de que ele sabe onde estou.
— Não preciso de prova — responde, direto. — Preciso de margem de erro. E, nesse momento, ela é zero.
— E qual é o plano agora? Me trancar em um bunker sem janela e jogar a chave fora?
— Se for necessário, sim.
Solto uma risada curta, sem humor.
— Você está ouvindo isso, Owen?
— Estou — ele responde, levantando as mãos de leve. — E, honestamente… ele não está totalmente errado.
— Você deveria ficar do meu lado — murmuro, virando o rosto para ele, incrédula. — Não ficar contra mim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Babá Proibida do CEO