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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 242

Owen arruma o notebook com a calma de quem claramente não está com pressa de ir embora, mas sabe que precisa.

— Então — ele diz, fechando a bolsa sem pressa alguma. — Você vai ficar bem?

— Vou — respondo, apoiada na ilha da cozinha, de braços cruzados.

Ele resmunga alguma coisa em voz baixa, pega a bolsa pela alça e me lança um último olhar antes de sair pelo corredor.

Assim que ouvimos a porta se fechar, Blake se aproxima alguns passos.

— Reavaliamos a situação — começa, sem rodeios. — Realocar você agora criaria mais variáveis do que resolveria. Nova rota, novo ambiente, padrões que ainda não mapeei. Aqui conheço todos os pontos, entradas, câmeras, janelas… por esse motivo, você fica.

— Que reviravolta — murmuro, num tom irônico.

— Não é reviravolta. É uma reavaliação de risco.

— Claro que é.

— Vou reforçar a cobertura noturna e rever os acessos do andar — continua, ignorando a ironia. — E, como eu disse, qualquer entrega ou visita está proibida.

— Incluindo o Owen e a Tiffany?

— Incluindo qualquer pessoa que não seja eu ou os meus homens.

Bufo, irritada com a situação, irritada por ter esse pouco de normalidade tirado de mim outra vez, irritada por esse homem me beijar e continuar fingindo que nada aconteceu.

— Alguma pergunta? — continua, já se virando.

— Várias.

— Operacionais?

— Não.

— Então, podem esperar — diz, dando dois passos em direção ao corredor. — Vou revisar o perímetro.

E pronto. Decisão tomada, conversa encerrada, Blake saindo da cozinha como se eu fosse mais um item da lista de tarefas que ele já riscou.

Fico parada no meio da cozinha por alguns segundos, encarando a porta por onde ele saiu.

Respiro fundo, ainda irritada, e então sigo para o quarto.

Preciso encontrar uma forma de extravasar tudo o que estou sentindo e já sei exatamente como fazer.

Não é uma decisão racional, mas ainda assim, abro o guarda-roupa e começo a observar as peças com uma intenção que não tem nada de inocente.

Se Blake consegue me tirar do sério tão facilmente, talvez seja hora de ele provar do próprio veneno.

Paro em uma peça que comprei num momento de empolgação e nunca usei.

Uma camisola de seda marfim, com uma renda nas alças finas que desce pelo decote de forma delicada demais para ser inocente.

— Perfeito — murmuro, puxando a peça do cabide.

Troco de roupa com calma, como se isso fosse uma decisão totalmente racional e não uma provocação proposital.

Quando termino, me olho no espelho por um segundo. Solto o cabelo e saio do quarto com um propósito muito claro e uma desculpa muito vaga ainda se formando.

Ele está de costas para mim quando entro na cozinha, verificando alguma coisa no tablet, apoiado na bancada.

— Blake — chamo, no tom mais casual que consigo.

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