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A Babá Proibida do CEO romance Capítulo 250

“Blake Reeve”

Alguns dias depois…

São 7h43 da manhã, e eu já estou fodido.

Literal e figurativamente.

Estou parado em frente à janela da sala, com o tablet na mão, revisando as imagens das câmeras do prédio pela terceira vez esta manhã.

O relatório de Elijah chegou há dez minutos: Simon deu seu primeiro deslize. Um cartão ligado a uma das contas antigas dele foi utilizado em um posto de gasolina na saída de Cleveland, às 2h17 da manhã.

Compra pequena. Café, combustível, nada fora do padrão. Mas o suficiente para confirmar uma movimentação.

Cleveland fica no sentido oposto. Leste. Distante o bastante de Chicago para tirar a cidade do radar imediato.

Não é uma ameaça direta ainda, mas também não é o tipo de erro que posso ignorar. Preciso continuar 100% focado nisso.

Quanto mais rápido o pegamos, mais rápido isso acaba e ela fica realmente segura.

Em vez disso, minha cabeça volta o tempo todo para a mulher que está dormindo no quarto no final do corredor.

Sophia.

Três dias. Faz apenas três dias desde que parei de fingir que conseguia resistir a ela.

Três dias desde que eu a fodi como se quisesse marcar cada centímetro do corpo dela. Três dias desde que estabelecemos essa merda de acordo.

Porque o “de dia seremos profissionais” está ficando cada vez mais difícil de manter.

Ouço o barulho dos pés descalços no chão antes mesmo de vê-la. Quando me viro, ela está saindo do corredor, usando uma das minhas camisas pretas novamente.

Ela ainda está com o rosto de quem acabou de acordar, cabelos presos de um jeito improvisado e, no pescoço, as marcas rosadas se misturam às que deixei durante a madrugada.

Meu corpo reage imediatamente ao vê-la assim, e preciso respirar fundo para não atravessar a sala e não esquecer desse acordo.

— Bom dia — ela diz, com aquela voz rouca de sono que me enlouquece.

— Bom dia — respondo, desviando os olhos.

Volto o olhar para o tablet, me forçando a continuar lendo o relatório. Mas não funciona.

Sinto quando ela se aproxima. O cheiro dela chega antes. Sophia para ao meu lado, roçando o ombro no meu braço, e pega a minha xícara de café.

Abusada.

— Alguma novidade sobre o Simon? — pergunta, tentando soar casual.

— Algumas — respondo, curto. — Ele mudou o padrão. Está mais ousado, menos cuidadoso. Isso significa duas coisas: ou está ficando impaciente… ou acha que já está mais perto do que deveria.

Sophia assente e toma um gole do café.

— Você não dormiu quase nada.

Aperto o maxilar involuntariamente. É claro que ela perceberia que, depois que ela adormeceu, fiquei quase duas horas acordado, olhando o teto, pensando em como estou me distraindo.

Pensando em como meu foco está dividido entre proteger a vida dela e querer ficar com ela, como se isso não tivesse consequências.

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