Blake sai do quarto sem esperar resposta, enquanto fico olhando para a porta fechada, com o coração acelerado e um sorriso bobo no rosto.
— Milagres realmente podem acontecer — murmuro, me levantando, ainda sorrindo.
Vou direto para o banheiro, ainda sentindo o corpo reclamando. A água quente do chuveiro cai sobre minha pele, arrancando um suspiro aliviado.
Fecho os olhos por um instante, deixando o calor relaxar meus músculos, enquanto as memórias da noite insistem em voltar, uma atrás da outra.
— Ok… isso realmente aconteceu — murmuro, apoiando a testa na parede.
Passo a mão pelo rosto, sorrindo como uma idiota sozinha no banheiro.
Quando termino o banho, pego a camisa dele em cima da cadeira, me visto e saio do quarto.
Ando devagar, me esforçando para não fazer uma careta. Estou dolorida de um jeito que me faz lembrar dele a cada movimento: entre as pernas, nos ombros, até no pescoço.
É uma dor gostosa, quase viciante.
Quando entro na cozinha, encontro Blake de costas para mim, só de calça preta, sem camisa. Os músculos das costas se movem enquanto ele serve café.
Por um segundo, fico parada na entrada, só observando. É estranho vê-lo assim, descalço, relaxado, com marcas de arranhões nos ombros e nas costas que eu definitivamente deixei sem nem perceber.
Ele sente minha presença antes mesmo de eu falar. O corpo dele fica ligeiramente mais tenso, como se estivesse se preparando para voltar ao modo profissional.
— O café está pronto — diz, sem se virar ainda.
— Exatamente o que preciso agora — respondo, tentando soar casual, enquanto me aproximo da ilha.
Quando ele finalmente se vira, o olhar dele desce pelo meu corpo inteiro. Os olhos dele escurecem por um segundo. Ele apoia as duas mãos na bancada, me encarando.
— Você não facilita, Sophia. Precisava mesmo usar minha camisa como se fosse um convite?
— É só uma camisa. E você disse que, durante o dia, você é meu guarda-costas — respondo, esboçando um sorriso inocente enquanto me sento no banco alto. — Isso inclui reclamar da minha roupa?
Blake solta o ar pelo nariz e vem até mim, parando do outro lado da ilha. Ele desliza uma xícara de café na minha direção.
— Inclui te manter viva — responde, seco. — E isso fica mais difícil quando fico pensando em deitar você nessa bancada de novo, em vez de verificar as câmeras.
Minhas bochechas esquentam imediatamente. Pego a caneca de café e levo aos lábios, dando um gole na bebida quente.
Depois, coloco a caneca na bancada e cruzo as pernas, me arrependendo no mesmo momento.
Blake nota minha careta, claro.
— Ainda está dolorida? — pergunta, sem nenhum traço de vergonha na voz. — Achei que o banho fosse ajudar.
— Ajudou, mas ainda está doendo — admito, sem desviar o olhar. — Principalmente quando sento. E quando ando. E quando respiro fundo. Parabéns, você conseguiu acabar comigo.
Ele sorri de lado, claramente satisfeito com minhas palavras, e contorna a ilha, parando ao meu lado. Sua mão desce até minha coxa, apertando de leve por cima da camisa.

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