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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 3

O trabalho de parto começou às três da manhã de uma terça-feira chuvosa.

Vivian acordou com uma dor diferente de tudo que já sentira - uma pressão profunda, uma onda que começava nas costas e se espalhava pelo abdômen. Ela apertou o braço de Eduardo, que acordou instantaneamente, seus olhos se arregalando ao vê-la.

- O que foi? O que está acontecendo?

- Acho... acho que é hora.

O que se seguiu foi uma coreografia de pânico e eficiência tipicamente Eduardo. Em menos de cinco minutos, ele tinha chamado a equipe médica, avisado os pais, e estava carregando Vivian para o carro - uma van adaptada que ele comprara especificamente para emergências como esta.

- Respira, amor - ele dizia, mesmo sendo ele quem estava hiperventilando. - Respira comigo. Inspire... expire...

- Para de falar! - Vivian gritou entre contrações. - Você está me irritando!

- Desculpa, desculpa - ele se desculpou, claramente apavorado. - Vou ficar quieto.

Ficou quieto por exatos trinta segundos.

- Acho que você devia beber água. Você bebeu água hoje? A nutricionista disse que hidratação é importante no parto. E...

- Eduardo!

No hospital, a equipe já estava preparada. A Dra. Lúcia os aguardava na sala de parto, com uma equipe completa de pediatras e enfermeiros prontos para os trigêmeos.

- Vai ser uma cesariana, Vivian - a médica explicou calmamente. - Com três bebês, é o mais seguro.

Eduardo, já vestido com a roupa cirúrgica, segurava a mão de Vivian com uma intensidade que faria qualquer um pensar que era ele quem estava dando à luz.

- Vai ficar tudo bem - ele sussurrava, mesmo com o rosto pálido. - Você é forte. A mulher mais forte que conheço.

- Para de falar e fica aqui - Vivian ordenou entre dentes, outra contração chegando.

A cirurgia começou, e Eduardo assistiu a tudo com uma mistura de fascínio e horror. Quando o primeiro choro ecoou pela sala - forte, saudável, perfeito - ele sentiu as lágrimas escorrerem sem controle.

- É um menino! - a enfermeira anunciou, colocando o pequeno ser no peito de Vivian por um breve momento antes de levá-lo para a equipe pediátrica.

O segundo choro veio minutos depois - outro menino, igualmente forte, igualmente perfeito.

E então, o terceiro - um choro mais suave, mais delicado, mas igualmente vibrante.

- E quando acordar, vou estar aqui.

Foi assim que a família o encontrou nas horas seguintes - sentado ao lado da cama de Vivian, segurando sua mão, ignorando completamente o burburinho ao redor. Os bebês eram amados, paparicados, fotografados por todos. Mas Eduardo... Eduardo só tinha olhos para a mulher que os dera a ele.

Quando Vivian finalmente acordou, a primeira coisa que viu foi o rosto dele - cansado, a barba por fazer, mas radiante.

- Os bebês? - ela perguntou, ainda grogue.

- Perfeitos. Saudáveis. Dormindo. - Ele beijou sua mão. - Como você está se sentindo?

- Com dor - ela admitiu. - Mas feliz.

- Quer vê-los?

- Quero. Mas primeiro... - ela puxou sua mão para perto do rosto, - fica aqui mais um pouco.

Ele ficou. Ficou o tempo que ela quisesse. Ficaria para sempre.

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