Os trigêmeos - Miguel e Gabriel (os meninos) e Sofia (a menina) - chegaram em casa depois de duas semanas no hospital, todos saudáveis e famintos.
A mansão Braga, que já fora um mausoléu de silêncio e frieza, agora era um caos organizado de mamadeiras, fraldas e choros sincronizados. Eduardo contratou uma equipe de enfermeiros noturnos, mas ele mesmo se levantava a cada duas horas para verificar se estava tudo bem.
- Você precisa dormir - Vivian insistia, exausta mas feliz.
- Durmo quando eles dormirem - ele respondia, mesmo sabendo que "quando eles dormirem" era um conceito abstrato com três recém-nascidos.
O que ninguém esperava era o ciúmes seletivo de Eduardo. Ele adorava os três - isso era inegável - mas sua atenção estava constantemente dividida entre os bebês e Vivian.
- Você já comeu? - ele perguntava vinte vezes por dia. - Precisa de algo? Está com dor? Os pontos estão doendo?
- Eduardo, você tem três filhos para cuidar.
- E tenho uma esposa - ele rebatia. - Eles têm uma equipe inteira. Você tem a mim.
Quando os bebês choravam, ele corria para atendê-los com a eficiência de um CEO. Mas quando Vivian suspirava de cansaço, ele largava tudo - incluindo os bebês - para estar ao lado dela.
- Você está exagerando - Alice comentou durante uma visita, observando Eduardo preparar o almoço de Vivian enquanto as enfermeiras cuidavam dos trigêmeos.
- Ele sempre foi assim - Vivian respondeu, um sorriso cansado no rosto. - Só que agora tem alvo.
- Três alvos.
- Quatro, na verdade - Vivian corrigiu, apontando para Eduardo. - Ele ainda é o que mais precisa de cuidado.
O ponto alto (ou baixo, dependendo da perspectiva) foi a visita de Matheus para ver os bebês.
Ele chegou com presentes - três ursinhos de pelúcia personalizados com os nomes bordados - e foi recebido por um Eduardo que parecia um pastor alemão avaliando um intruso.
- Matheus - o cumprimento foi gelado.
- Eduardo - Matheus respondeu, tentando parecer descontraído. - Vim ver os pequenos.
- Eles estão dormindo.
- Posso esperar.
- Vai demorar.
Vivian, que assistia à cena do sofá onde se recuperava, interveio.
- Eduardo, deixa o Matheus ver os bebês. Ele é meu sócio. Meu amigo.
- Eu lembro - Eduardo disse, mas seu olhar para Matheus dizia "lembro muito bem".
Matheus passou pela sala de estar com a cautela de quem atravessa um campo minado. No berçário - sim, um berçário inteiro com três berços individuais e um sistema de monitoramento que faria inveja à NASA - ele finalmente viu os trigêmeos.
- Nossa - ele sussurrou, genuinamente emocionado. - São lindos. Perfeitos.
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor
A história é boa, pena que hoje em dias, autores usem a IA para criar os enredos. Frases e modelo de escrita que estão saturadas. A gente lê e já sabe que houve uso da IA. Está difícil achar alguém que não use. Esses dias li uma história da Amazon, chamada "Um ponto de partida" da Jay Roslyn e do começo ao fim, fui lendo e dizendo pra mim mesma "se tiver indícios de IA, nem leio mais. Mas não tinha até pq quando a autora escreveu, era 2018. Pensa em como fiquei feliz por algo tão natural e bem elaborado. Essa daqui também está natural, mas infelizmente, os vícios de linguagem da IA, estão presentes. No mais, eu até que gostei bastante....
Também não consegui lê os últimos capítulos inteiros, mais amei a história, e o final, não teve enrolação! Parabéns pra quem escreveu 👏🏼...
Eu amei o livro, a plataforma não cobra em real?!Fiquei sem o ultimo capitulo, mas gostei muito da história....