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A Esposa Desprezada: O CEO Vai Implorar Por Amor romance Capítulo 88

Eduardo

O toque de suas mãos no centro da cama não foi um acidente, nem uma concessão consciente. Foi simplesmente inevitável, como a maré respondendo à lua, como as flores se voltando para o sol. Quando os dedos de Vivian encontraram os de Eduardo na escuridão, foi menos uma escolha e mais um retorno a casa - a um lugar que sempre existira entre eles, mesmo quando estavam separados por oceanos de mágoa e anos de silêncio.

Primeiro, foi apenas o toque - suave,provisório, quase acidental. Apenas as pontas dos dedos se tocando no espaço que dividiam. Mas então, como se movidos por uma força maior que sua própria vontade, suas mãos se entrelaçaram completamente, os dedos se encaixando em um padrão familiar que o tempo não conseguira apagar.

Eduardo ficou imóvel, mal ousando respirar. O contato era tão leve, mas sentia-se como um choque elétrico percorrendo todo o seu corpo. Na penumbra, ele podia ver o contorno do rosto de Vivian voltado para ele, seus olhos fechados, mas sabia que ela estava tão acordada quanto ele.

- Vivian? - sussurrou, sua voz rouca pela emoção contida.

Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, seus dedos se apertaram suavemente em torno dos dele, uma resposta silenciosa que falou mais do que qualquer discurso poderia.

Foi assim que começou - com uma tensão que crescera por dias, semanas, anos, finalmente encontrando sua libertação. Eduardo virou-se para enfrentá-la, seu corpo se moldando ao dela como se nunca tivessem se separado. Quando seu braço envolveu sua cintura, puxando-a para mais perto, ela não resistiu - ela se moveu ao encontro dele com uma urgência que fez seu coração acelerar.

- Sinto muito - ele murmurou em seus cabelos, seus lábios encontrando a pele suave de sua testa. - Por tudo. Por cada momento que te magoei.

E então seus lábios se encontraram, e o mundo parou.

O primeiro beijo foi exatamente como seu recomeço deveria ser — gentil, quase reverente, um reconhecimento tátil de duas almas que finalmente encontravam o caminho de volta uma para a outra. Foi um beijo de perdão, de promessa, de esperança renovada. Seus lábios se moveram com uma ternura que fez o coração de Vivian doer de uma forma boa, curadora.

Mas então, como se uma barreira invisível tivesse sido cruzada, algo mudou.

O beijo gentil transformou-se em algo mais profundo, mais urgente. A fome acumulada de anos de mal-entendidos, a saudade transformada em fogo, todos os beijos não dados durante todos aqueles anos de mal-entendidos — tudo isso veio à tona de uma vez. As mãos de Eduardo encontraram seu rosto, seus dedos se enterrando em seus cabelos enquanto a beijava com uma intensidade que fazia ambos tremerem.

- Eu te amo - ele sussurrou entre um beijo e outro, suas mãos descendo por suas costas, puxando-a mais perto ainda. - Deus, como eu te amo.

Vivian respondeu com igual fervor, suas mãos explorando seus ombros, suas costas, redescobrindo cada centímetro de seu corpo como se estivesse memorizando-o para a eternidade. Quando seus lábios encontraram a curva de seu pescoço, ela arqueou contra ele com um gemido abafado que quase o fez perder o controle.

- Espere - ela respirou, suas mãos encontrando a barra de seu pijama. - Preciso te tocar. Preciso te sentir.

Eduardo ajudou-a a remover a roupa, suas mãos tremendo não de nervosismo, mas de pura antecipação. Quando sua pele nua finalmente encontrou a dela, ambos suspiraram em uníssono, como se uma parte faltante de si mesmos tivesse finalmente sido restaurada.

A luz do luar que entrava pela janela pintava seus corpos em tons de prata e sombra, criando um espetáculo íntimo apenas para eles. Eduardo a reverenciou com suas mãos, sua boca, seu corpo - cada toque uma promessa, cada carícia um juramento de que desta vez seria diferente.

- Você é tão linda - ele murmurou, seus lábios traçando o contorno de seu seio. - Mais linda do que em todos os meus sonhos.

Vivian puxou seu rosto para o dela, beijando-o com uma paixão que igualava a sua. - Eu também te amo - ela finalmente admitiu, as palavras saindo entre respirações ofegantes. - Sempre te amei, mesmo quando odiava você por isso.

A confissão os uniu de uma forma que o contato físico sozinho nunca poderia. Quando finalmente se uniram, foi com um senso de destino, de completude que fez ambos lacrimejarem. Não eram mais duas pessoas separadas pelo passado, mas um único ser, uma única alma finalmente reunida.

Eduardo moveu-se dentro dela com uma reverência que beirava a adoração, cada movimento uma oração de gratidão por essa segunda chance. Vivian envolveu-o com suas pernas, puxando-o mais fundo, seu nome um mantra em seus lábios.

- Não vá embora - ele sussurrou, seus braços envolvendo-a completamente. - Nunca mais vá embora.

Ela não respondeu com palavras - em vez disso, seu corpo falou por ela, seu climax chegando em uma onda que arrastou ambos para um abismo de pura sensação. Eduardo seguiu-a momentos depois, Seu próprio êxtase, tão emocional quanto físico, libertando anos de arrependimento e solidão em um único momento de pura conexão.

Quando a paixão finalmente diminuiu para uma chama suave, eles permaneceram entrelaçados - suados, ofegantes, completos. Eduardo roçou o nariz no dela, um gesto tão íntimo que fez seu coração doer.

- Desta vez vai ser diferente - ele prometeu, seus olhos sérios no escuro. - Vou passar o resto da minha vida provando isso para você.

Vivian encostou a testa na dele, suas mãos acariciando suavemente suas costas. - Apenas me ame, Eduardo. Isso é tudo que eu sempre quis.

E ele o fez - com seu corpo, com suas mãos, com seus lábios. A noite se transformou em uma tapeçaria de toques suaves e sussurros apaixonados, de carícias que curavam velhas feridas e promessas que construíam novas pontes.

Quando o cansaço finalmente os venceu, estavam tão entrelaçados que era difícil dizer onde um terminava e o outro começava. Eduardo pressionou os lábios contra a testa dela em um beijo suave.

- Não vá embora - sussurrou, já meio adormecido.

Vivian não respondeu, mas seus dedos se apertaram em seu braço, uma garantia silenciosa que o acompanhou em seus sonhos.

O amanhecer chegou suavemente, as primeiras luzes do sol colorindo o quarto em tons de dourado e rosa. Eduardo acordou com uma sensação de paz que não sentia há anos - uma plenitude que começava no peito e se espalhava por todo o seu corpo. Seus braços ainda estavam em torno de Vivian, seu rosto enterrado em seus cabelos, o ritmo constante de sua respiração uma música familiar que ele quase esquecera.

Ele sorriu, fechando os olhos novamente, não querendo que o momento acabasse. Pela primeira vez em muito tempo, o futuro não parecia assustador. Parecia... esperançoso.

Foi então que notou que o silêncio era profundo demais. A respiração que ele ouvira não estava mais lá. A forma em seus braços era… diferente. Mais plana. Menos viva.

Seus olhos se abriram abruptamente.

O espaço ao seu lado na cama estava vazio.

Não apenas vazio - a almofada ainda tinha a marca de onde sua cabeça estivera, as cobertas estavam levantadas onde seu corpo deveria estar, mas Vivian se fora.

- Vivian? - sua voz soou alta no silêncio do quarto, carregada de uma esperança que já começava a se transformar em pânico.

Nenhuma resposta.

Ele se sentou na cama, seu coração começando a bater mais rápido. Talvez ela estivesse no banheiro. Talvez estivesse buscando café. Talvez...

Seu olhar caiu na cadeira onde ela deixara sua bolsa. A bolsa ainda estava lá, mas aberta, seu conteúdo levemente revirado. E então ele viu - em cima da mesa de cabeceira, ao lado do relógio dele, havia um pedaço de papel dobrado.

Suas mãos tremiam quando pegou o papel. A caligrafia era dela - aquela letra elegante que ele reconheceria em qualquer lugar.

Eduardo,

O que aconteceu entre nós esta noite foi... indescritível. E real. Mas preciso de tempo para pensar, para processar tudo. Há coisas que preciso resolver sozinha antes de poder seguir em frente com você.

Por favor, não tente me encontrar. Quando estiver pronta, entrarei em contato.

Oitenta e oito 1

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