A mão de Noah saiu da minha cintura. Percorreu a lateral do meu corpo e acariciou meu braço.
Eu sentia o calor da respiração dele na minha nuca. Esperava por um grito, que ele negasse ou até que me expulsasse da cama.
Mas, por minutos que pareceram eternos, eu recebi silêncio e aqueles beijos pequenos no meu pescoço. A sensação do corpo dele no meu me fez esquecer o tempo, a pergunta, o medo...
E só quando eu já não queria mais, a resposta veio.
— Suzanna foi um erro caro, Aurora. Um hábito que eu cultivei porque era previsível. Ela queria o poder que meu sobrenome oferece, mas nunca quis oferecer lealdade. Ela é o passado.
Noah pressionou a rigidez contra o meu corpo enquanto segurava o meu pescoço de leve. Falou com a voz sussurrada no meu ouvido.
— Você é o presente. Um investimento, Aurora. Eu paguei por você para ter algo que Suzanna não pode me dar. Um contrato limpo, sou seu dono e vou te fazer a mulher que vai humilhar cada um dos Swtz. Vou te transformar na senhora Blanc.
Ele pressionou mais forte, e aquela umidade incômoda quase escorreu pelas minhas pernas. Eu queria ser dele, não como uma coisa, mas como mulher.
— E, nesse dia, quem sabe eu me interesse por isso que você quer me dar.
As palavras de Noah doeram, mesmo que ele estivesse me dando a oportunidade que eu queria quando aceitei me casar com ele.
Meu marido queria me usar para se vingar da minha família. E eu... queria o mesmo. Usar o poder e a influência dos Blanc para destruir a minha irmã.
Eu achava que era isso, ao menos era o que eu queria até descobrir que o homem que havia se tornado meu marido era bem mais do que apenas um contrato, ele era minha fraqueza.
Noah continuou.
— A partir de amanhã, as regras mudam. Chega de banheiros e arquivos mortos. Você vai me acompanhar em todos os eventos. Vai sentar à mesa de negociações.
Então ele sabia.
Cada uma das coisas que Karina fez, inclusive os banheiros. Não impedir tinha sido uma escolha.
Senti raiva e pensei que talvez ainda houvesse espaço para virar aquele jogo. Ajudaria com prazer no plano de vingança que ele tivesse.
— Como sua esposa?
— Não. Como minha sombra. Você será observada, medida e comparada. Todos vão tentar encontrar uma falha em você. Se quiser deixar de ser descartável para mim, aprenda a me representar. Aprenda a ler as pessoas como eu leio. Eu sei o que você quer, Aurora. Mas não vai ter, não até eu conseguir o que eu quero.
Ele encaixou o membro entre as minhas pernas, uma posição que fazia a extensão quente acariciar cada parte da minha intimidade. Moveu o quadril e arrancou um gemido de mim, apesar de eu estar com os dentes travados.
— Você quer isso aqui, não quer?

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