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A Esposa Errada do Bilionário Casada por Vingança romance Capítulo 17

Karina praticamente me arrastou até o primeiro andar. As unhas cravadas no meu pulso. Não era acidente, ela queria me ferir. Quando ela empurrou a porta de um banheiro que ficava escondido.

O cheiro de urina era tão forte que meu estômago embrulhou.

— Os banheiros estão nojentos. Lave todos até o final do dia.

Fiz o que ela pediu. Sabia que, assim que reclamasse, Noah acabaria usando aquilo para me humilhar ainda mais. Ele tinha uma espécie de prazer sórdido com isso.

Dediquei atenção a cada detalhe, não era novidade.

Eu esfregava os azulejos me lembrando da adolescência que perdi fazendo exatamente aquilo no colégio católico.

Terminei o expediente com as mãos enrugadas e a roupa manchada de cloro. Esperei Noah na garagem. Não queria ser vista por outras pessoas naquela situação.

Quando ele me viu, franziu a testa.

Se aproximou devagar e segurou uma mecha do meu cabelo. Cheirou com cuidado e olhou para a roupa de grife arruinada que cobria meu corpo.

Não reclamei nem expliquei nada. Talvez doesse menos me enganar com a ideia de que, talvez, se Noah soubesse, ele me defenderia como fez com a antiga assistente.

No carro, o mesmo silêncio de sempre até ele estender o cartão.

— Toma, eu só comprei a mais o croissant. Depois posso te pagar. Foi um presente.

Noah não olhou para mim. Respondeu olhando para o celular.

— Esse cartão é seu, Aurora. Não viu seu nome nele?

— Meu?

— É a senhora Blanc, não é? Está escrito Aurora Blanc. Então... acho que é realmente seu.

Fiquei com os lábios entreabertos tentando absorver aquela informação. Talvez o limite fosse ridículo, uma armadilha para que, assim que eu tentasse comprar alguma coisa, eu acabasse passando vergonha.

Ele era capaz disso. Guardei o cartão decidida a jamais usar.

— Obrigada.

— Silêncio, Aurora. Estou tratando de um assunto importante.

Desviei os olhos para a tela do celular. As mensagens que Noah estava trocando eram com Suzanna.

Minha irmã falava coisas doces e, a cada frase, meu marido sorria sem se preocupar em esconder aquilo de mim.

Me sentei com o corpo colado no lado oposto do banco e fiquei olhando para a rua pelo vidro blindado.

Tinham me tomado até mesmo o direito de sentir o vento no rosto. Diziam ser arriscado.

Em casa, o carro parou e Noah desceu ainda focado no celular, enquanto me deixava para trás.

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