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A Esposa Errada do Bilionário Casada por Vingança romance Capítulo 20

Fechei os olhos e soltei o ar, tentando ser o mais objetiva possível.

— Ela foi coagida pelo diretor de marketing. Ele usou chantagem sexual para o desvio. Não podemos ser levianos.

Noah voltou os olhos para a tela.

— Senhora Aura. Pelo que me lembro, eu não pedi para participar da auditoria, e sim para executar o que foi determinado. O diretor é um ativo valioso para a empresa no momento. Ela é descartável.

— Mas...

— Faça o que foi determinado ou eu mesmo faço, e você vai junto com ela.

Noah indicou a saída com a mão.

Voltei ao setor e finalizei a demissão. O procedimento foi limpo. Sem escândalos. Júlia Gonzales pegou os próprios pertences sendo vigiada por seguranças.

Uma regra interna que também me pareceu degradante.

Eu sentia o peso daquela decisão com uma angústia terrível no peito. Júlia não era diferente de mim.

Tinha agido diante de uma situação extrema e escolheu mal. O meu casamento provava que eu também não era a melhor pessoa para decidir sob pressão.

Assinei o que precisava, deixei que o representante jurídico explicasse os termos da dispensa.

Mas, quando ela passou por mim no corredor, eu agi fora do protocolo. Entreguei o cartão preto que Noah havia me dado.

— Use para o que as crianças precisarem. Não estou te ajudando, encare como um empréstimo.

Não prometi justiça. Assumi um risco que não era corporativo, era pessoal. Se eu me rendesse ao medo, acabaria afundando em algo podre demais para me reconhecer no espelho depois.

Fui até o RH e ordenei que pagassem os direitos integrais e um prêmio por tempo de serviço.

O funcionário estranhou.

— Senhorita Aura, o diretor de marketing instruiu que a demissão fosse sem o pagamento dos direitos.

— Eu estou instruindo o contrário. E quero a abertura de um processo interno contra o diretor.

— Não tenho autorização para isso. Preciso da assinatura do senhor Blanc para mexer na hierarquia da diretoria.

Precisei recuar. Não podia pagar o preço da justiça.

— Esqueça. Não é necessário.

Sentei em um banco que havia próximo ao balcão que nos separava dos arquivos gigantescos daquele universo de demissões e contratos.

A sala de recursos humanos deveria se chamar DTP, Departamento de Torturadores Profissionais.

Precisava respirar e fiquei ali, observando a minha impotência.

O telefone do RH tocou. O funcionário atendeu, ouviu em silêncio e olhou para mim.

— O senhor Blanc quer vê-la agora. No escritório.

— Eu?

— Sim, senhorita Aura.

Fui ao encontro do meu marido rindo de mim mesma. Eu havia aceitado um casamento pensando em transformar a vida de Suzanna em um inferno.

E lá estava eu.

Vivendo isso na carne dia após dia.

— Vaca!

Xinguei minha irmã, porque mesmo perdendo ela ganhava. E xingar escondido sempre foi minha única defesa contra Suzanna.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

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