... Você também não quer esse casamento, quer?
A voz de Noah surgiu de repente.
— Responde, Aurora. Você quer continuar sendo minha mulher?
Puxei o ar.
A pergunta de Suzanna já me deixava confusa, a voz de Noah me tirava o fôlego.
Gaguejei a resposta.
— Que... quero.
— Então vai para o quarto e me espera. Não tem motivo para adiarmos isso.
Meu rosto esquentou no mesmo instante. Suzanna olhou para Noah e tentou argumentar.
— Estou passando mal. Eu preciso...
— Você precisa saber o seu lugar. Isso sim. Termine o jantar.
Noah segurou meu braço e praticamente me arrastou escada acima. Ele parecia bravo e eu tremia com o que estava prestes a acontecer.
Ele abriu a porta do quarto e me empurrou para a cama.
— Vai, Aurora. É isso que você quer, não é?
Minha blusa foi puxada, expondo parte do meu seio, e daquela vez a boca dele não me trouxe arrepios. Virei o rosto enquanto minha roupa era arrancada com força.
Estava nua como das outras vezes, mas daquela vez eu não queria.
— Noah, para. Estou menstruada.
Ele desceu a mão para o centro das minhas pernas e passou o dedo com brutalidade. Lambeu em seguida.
— Não parece sangue para mim. Não ainda.
— Noah, por favor.
— Já esperei demais para você cumprir a sua parte do acordo. Quer ir embora? Ser artista... Então você vai, mas com a minha marca em cada centímetro do seu corpo.
Prendi a respiração e segurei o choro enquanto Noah tirava a própria roupa. Quando ele se deitou sobre mim e me beijou eu tentei empurrá-lo.
— Não vou embora. Me solta, por favor. Não faz isso.
Noah desceu a boca para o meu pescoço. Raspou os dentes, tocou meu corpo e, quando eu não reagi, ele saiu irritado.
— Droga, Aurora! Olha o que você faz comigo. Qual é o seu problema?
Eu me sentei na cama e me encolhi tentando proteger o meu corpo do homem que já tinha sido o meu sonho.
Não respondi. Os soluços não deixavam. E ele continuou.
— Se disser mais uma vez que não é minha mulher eu vou te fazer minha mesmo com você gritando, ouviu bem?
Confirmei com a cabeça e ele se trancou no banheiro. Quando saiu eu ainda estava na mesma posição. Ele puxou um travesseiro e jogou no chão ao lado da cama.
Eu estava olhando para ele quando Suzanna bateu na porta.
— Noah, fiz o seu jantar.
Ele me olhou e virou de leve a cabeça em um movimento que eu não entendi.
Noah voltou para a cama, colocou um joelho de cada lado do meu corpo enquanto as batidas continuavam lá fora.
— Seja convincente, Aurora.
— Quê?
Ele balançou a cama, segurando a cabeceira com as duas mãos, e respondeu a Suzanna.
— Vai embora!
Noah continuou balançando a cama, mas segurou meu pescoço e apertou, me forçando a olhar para ele. E sussurrou:
— Geme.

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