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A filha do meu padrasto romance Capítulo 212

RODRIGO

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Deveria ser fácil. Perdoar e ser perdoado, amar e ser amado, viver intensamente, aproveitar as oportunidades que a vida esfregava na nossa cara de ser feliz. Mas não era. Não para mim.

Eu estava descendo a escada pra deixar o prato e o copo do lanche na cozinha, quando, de repente, vi o Pyter e minha mãe passando correndo, com um desespero que me cortou o peito.

— O que foi? O que aconteceu? Perguntei, quase sem voz, tentando alcançar eles.

Minha mãe, sem conseguir disfarçar o pânico, falou apressada...

Mãe: Acabaram de ligar para o Pyter, avisando que um carro no nome dele se envolveu em um acidente e que...

Antes que ela terminasse, minha voz ecoou em um grito desesperado.

— YANKA...

Foi como um choque. Um choque que fez meu coração quase parar. A respiração ficou presa, o mundo girou, e um frio me atravessou da cabeça aos pés.

Mãe: Rodrigo, você vem?

Minha mãe gritou, me tirando do impacto que aquilo havia causado.

Eu não pensei duas vezes. Corri para o carro atrás deles, sentindo as lágrimas queimarem meus olhos.

Pyter: Meu Deus, que não tenha acontecido nada com a minha menina. Senhor, eu te imploro.

Minha mãe tentou acalmar ele...

Mãe: Calma, meu amor. Talvez tenha sido só uma batida.

Mas Pyter balançava a cabeça, preocupado...

Pyter: Ele foi bem claro, Laura. Foi um acidente. Não quis me dizer detalhes, só mandou eu ir para o local.

Eu estava em choque, como se estivesse vivendo um pesadelo do qual não podia acordar.

Quando chegamos, o cenário diante dos meus olhos me congelou. O carro estava destruído, o teto amassado, o vidro estilhaçado espalhado pelo chão. As luzes dos carros dos paramédicos e da polícia iluminavam o começo da noite, quase me cegando. O ar estava carregado, pesado.

CAPÍTULO 212 1

CAPÍTULO 212 2

CAPÍTULO 212 3

— Ela ainda tem pulso! Vamos levá-la para a ambulância, rápido!

Pyter não pensou duas vezes. Disse que iria junto na ambulância para acompanhar Yanka, segurando sua mão invisível, tentando protegê-la.

Minha mãe e eu entramos no carro, fomos seguindo a ambulância, enquanto eu não parava de chorar, eu estava tomando pelo medo do que ainda podia acontecer.

Mãe: Ela vai ficar bem meu filho, por favor, respire.

Era difícil respirar, eu me sentia culpado por tudo o que havia dito a ela, e também por tudo o que eu não disse.

— Se ela morrer, mãe. Eu morro. Aquela garota tem o meu coração, não existe a possibilidade de uma vida sem ela.

Eu tentava controlar a respiração, mas meu peito parecia esmagado por uma dor sufocante.

Mãe: Rodrigo, você precisa se acalmar, pra ajudá-la a se recuperar, por favor, meu filho. Tudo vai ficar bem.

A grande verdade, era que não havia espaço para a esperança em mim, apenas para o medo. Seria a vida me castigando?!

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