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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 166

POV: DAIMON

— Para com isso. — Ela murmurou, arfando, apertando os olhos com força enquanto fincava as unhas nos próprios braços, como se tentasse se manter ancorada na realidade. — Por favor, Daimon... Sou apenas uma humana, sempre fui. Eu não sei o que você vê em mim, mas... e se não encontrar? — Sua voz vacilou, embargada. — Vai me descartar?

O riso que vibrou em meu peito foi grave, irônico, carregado de um sarcasmo tão puro que ecoou em todo o ambiente como uma promessa obscura. Dei mais um passo à frente, encurtando de vez qualquer distância que ainda teimava em existir entre nós. Passei o braço ao redor da sua cintura com brutalidade controlada, puxando-a para trás, colando nossos corpos.

Airys arfou, o quadril dela roçando contra o meu de forma deliciosamente inocente e inconsciente.

Deslizei a ponta do nariz por sua pele exposta, aspirando seu cheiro viciante, aquele perfume único que acalmava tanto a fera quanto o homem dentro de mim, mesmo quando tudo dentro de mim clamava para tomá-la de uma vez.

— Pela eternidade, pequena... — murmurei com a voz baixa e rouca, minhas palavras vibrando diretamente contra sua pele sensível. — Você é minha, como eu sou seu.

Inclinei-me, pressionando os lábios contra seu ombro, sentindo-a estremecer sob o contato. Beijei sua pele devagar, roçando as presas nela de forma provocadora, subindo pela linha do pescoço até alcançar a ponta da sua orelha. Cada mordiscada minha arrancava dela pequenos suspiros trêmulos, que ela tentava, sem sucesso, abafar.

Ela se virou lentamente, e eu a deixei fazer isso, observando com atenção predatória cada mínimo movimento.

Inclinei a cabeça de lado, atento, quando vi seus olhos marejados. Uma vida inteira de rejeições, desprezo e abandono a assombrava, refletida na dificuldade que ela tinha de simplesmente confiar... de acreditar que pudesse ser amada, desejada, escolhida.

"Se ela ao menos soubesse o que realmente é." Fenrir ronronou em minha mente, agitando suas orelhas negras como se já sentisse o gosto da revelação. Suas garras arranharam a superfície da minha consciência, impaciente.

Ela me fitava com aqueles olhos dourados marejados, suas emoções tão expostas que era quase doloroso ver.

— Eu não desejo nada além de ser sua, Daimon. — Ela sussurrou, a voz embargada pela vulnerabilidade que tentava esconder. Seus lábios estremeceram, denunciando sua luta interna antes que engolisse em seco. — Mas eu tenho medo... medo de acreditar no que diz, e depois, quando não encontrar o que procura... — Ela hesitou, abaixando ligeiramente a cabeça, mas eu capturei seu queixo com firmeza, forçando-a a me encarar. — ...me ver como um peso. Como um erro.

O olhar que lancei a ela foi sombrio, implacável. Passei o polegar sobre seu lábio inferior, absorvendo o tremor que percorreu seu corpo ao toque.

— Se for um erro, será um deleite errar todos os dias com você. — Rosnei com um meio sorriso que se formou na linha final da minha boca, selvagem e cheio de intenção. O rubor que subiu às bochechas dela e o leve arregalar de seus olhos dourados entregaram o impacto que eu causava nela, mesmo quando ela tentava, inutilmente, lutar contra isso.

— Precisamos encontrar nossos filhotes. — Continuei, minha voz baixa e carregada de uma promessa que queimava entre nós. — E para isso, é necessário que sua verdadeira essência desperte.

Airys franziu o cenho, confusa, perdida, seus lábios trêmulos formando a pergunta que eu sabia que viria:

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