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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 191

POV: AIRYS

— Quando cheguei, ele estava de pé, com os braços cruzados, o cenho franzido... bravo..., mas ao me ver, o olhar mudou. Ele não se arrependia, jamais se arrependeria de defender os irmãos.

Engoli em seco, sentindo o nó na garganta crescer.

— Mas aquele olhar... quando ele viu que eu estava chateada... — Minha voz falhou. — Ele me desmontava. Porque Orion odiava me desapontar. Mesmo quando sabia que faria tudo de novo.

“Nosso primeiro guardião.” A voz de Rielly surgiu dentro de mim como um sussurro emocionada. “Ele nasceu com o instinto de proteger. De se colocar na frente, de cuidar.”

— Ele é meu lobo silencioso. — murmurei — Forte, firme... e tão doce quando quer.

“O cheirinho dele sempre mudava... principalmente nos cabelos.”

Rielly rosnou baixinho dentro de mim, tomada por um orgulho carinhoso.

“Ficava mais cítrico... como casca de limão. Quente e travesso.”

— Sim... — solucei baixinho, sentindo as lágrimas deslizarem quentes por meu rosto.

As lembranças me invadiam com tanta força que era impossível contê-las. Cada sensação, cada cheiro, cada som, tudo voltava.

— Meu pequeno guerreiro protetor... — murmurei, com a voz falhando. — A aura dele mudava. Vibrava tons verdes, vivos, inquietos... junto ao aroma cítrico e fresco.

Um novo fio de energia começou a se formar na minha mente, mais denso agora. Fluía num caminho só dele.

— Theron... meu segundo garotinho. — A respiração escapou trêmula dos meus lábios. — Foi o primeiro a rolar no berço. Sempre noturno. Dormia pouco, tinha um gosto especial por se manter acordado e provocar a babá. Ele adorava uma bagunça.

— Um lobinho cheio de energia. — A voz de Daimon veio grave, carregada de um orgulho sincero e contido.

Assenti, sem abrir os olhos.

— Theron sempre foi isso. Imprevisível. Divertido. Seu cheiro era diferente. Mais picante. Apimentado.

Sorri largamente entre lágrimas, sentindo o peito se aquecer com a lembrança:

— Lembro dele ao lado de Orion na diretoria da escola, com os bracinhos para trás, tentando esconder o riso depois de ajudar o irmão a defender Alec. Ele se fazia de inocente..., mas os olhos sempre o entregavam.

Arfei, o ar entrando em meus pulmões de forma instável.

— Quando nasceu, demorou um pouco para chorar. — pausei, a garganta apertada. — Mas quando o fez...

Engoli em seco.

— Quando ele chorou... parecia que o som preenchia todo o cômodo. Como se já nascesse exigindo ser ouvido. Seu domínio...

“Era natural.” A voz de Rielly agora era pura doçura. “Ele nasceu para ocupar espaço. Para fazer todos rirem. E para não permitir que o silêncio durasse muito tempo.”

— Theron... — As palavras saíram lentas da boca do Alfa com orgulho. — Meu filhote travesso.

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