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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 212

POV: DAIMON

— Será que ele morreu? — uma voz aguda ecoou próxima ao meu ouvido, carregada de curiosidade infantil.

— Nossa... ele é realmente grande, né? — veio outra voz, tímida, hesitante. Reconheci de imediato: Alec.

— Olha, Orion, seu cabelo parece com o dele! — ele sussurrou com empolgação contida. — E o olho esquerdo do Theron... é igualzinho ao do papai!

Uma pressão quente e leve cutucou meu rosto. Um toque pequeno, insistente. Não consegui evitar um grunhido baixo, arrastado.

— É... eu sou pai. — murmurei mentalmente, com os olhos ainda fechados e o corpo pesado como pedra. Meu maxilar se contraiu com o esforço de resistir ao impulso de sorrir. — Que pestinhas.

"Filhotes travessos... Não veem que precisamos descansar?" bufou Fenrir, e pela primeira vez em eras, sua voz não soava raivosa. Só cansada. Ressonava no fundo da minha mente como um velho guerreiro deitado no campo de batalha, envolto pelo calor dos seus.

Meus lábios se entreabriram com um puxão leve.

— Ele tem presas? — questionou Theron, e senti os dedinhos pequenos forçando minha boca com curiosidade selvagem.

Minha respiração falhou por um segundo. O calor das mãos deles... o cheiro... a presença. Era real. Meus filhos.

Arfei. Abri os olhos devagar, a luz me cegando por uma fração de segundo antes que o rosto de três pequenos lobos em forma humana se formasse acima da minha visão.

Três pares de olhos me analisavam com fascínio puro.

Quando perceberam que eu havia despertado, os três pularam para trás com um susto, arfando como se tivessem sido flagrados roubando carne da cozinha.

Orion manteve-se firme. Não recuou. Seus olhos atentos me estudavam com uma seriedade absurda para alguém de apenas oito anos. Estreitou os olhos, a mandíbula cerrada. Pronto para atacar qualquer um que ousasse me ferir enquanto eu ainda estava fraco.

Theron, por outro lado, caiu sentado no chão e soltou um riso nervoso.

— Acho que acordamos a fera. — provocou, cruzando os braços, mas com o rosto ruborizado.

Alec escondeu-se atrás das pernas de Orion, espiando por cima do ombro do irmão com os olhinhos marejados de medo e emoção.

— Desculpa, papai... a gente só queria ver você de perto. — ele murmurou, a voz embargada, o lábio inferior tremendo.

Meu peito apertou. Senti o peso da emoção subir em ondas, junto com o orgulho feroz que me invadiu.

— O que estavam fazendo? — resmunguei, forçando os músculos a me erguerem. Um gemido escapou quando me sentei, o corpo inteiro ardendo como se tivesse sido esmagado por uma parede de pedra. Cada osso parecia protestar. Estava todo dolorido... o que, curiosamente, era uma novidade. E de certo modo... fascinante.

— Alec queria ver se você ainda estava respirando. — respondeu Theron, cruzando os braços com desdém, enquanto erguia uma sobrancelha. — E também queria saber se humanos têm presas.

— Ei! — Alec inflou as bochechas, fazendo careta ao irmão. — Você que puxou a boca dele para olhar! Não fui eu!

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