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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 221

POV: AIRYS

Jasper gritou feito uma criança mais velha desesperada, tropeçando nos próprios pés enquanto corria pela sala, esbarrando em móveis e jogando almofadas como escudo improvisado.

— Isso foi pura maldade. — falei entre risos, tampando a boca com a mão enquanto um gritinho escapava involuntariamente.

E então, sem aviso, Daimon me envolveu pela cintura, me ergueu com facilidade e me tirou do chão como se eu pesasse menos que um travesseiro. Soltei um gemido de surpresa, agarrando os ombros dele com força.

— Daimon! — arfando, me contorci no ar. — Para onde você está me levando?

Ele me virou no próprio eixo e começou a subir as escadas com passos firmes, me mantendo colada ao seu peito.

— Precisamos conversar. — ele sussurrou rouco no meu ouvido.

A voz dele veio carregada de autoridade e algo mais… algo que me arrepiou por inteiro, sem cerimônia. O calor subiu rápido pelo meu pescoço e espalhou-se pela minha pele em segundos. Minha respiração falhou, e o corpo respondeu antes que eu pudesse fingir indiferença.

— E precisamos de um banho. — completou, o tom ainda mais grave, mais baixo… mais provocador.

— Daimon… — murmurei com os olhos arregalados e a vergonha escancarada no rosto. Olhei por cima do ombro dele, quase implorando para que ninguém estivesse prestando atenção. As irmãs Celestiais, claro nem disfarçavam. Conversavam entre si como se nada estivesse acontecendo, absolutamente alheias ao fato de que meu companheiro me carregava escada acima como um troféu prestes a ser usado.

Ele ignorou completamente minha tentativa de ser racional.

Subiu os degraus com a mesma facilidade de sempre, me segurando com firmeza, o peito colado ao meu e a respiração quente atingindo minha clavícula. Eu arfava.

Entrou no quarto como se fosse dono de tudo, e tecnicamente era, me guiando direto para o banheiro. Me pousou com firmeza no chão, me mantendo perto demais da pia de mármore, tão perto que minhas costas encostaram nela antes que eu percebesse o movimento.

As mãos dele vieram logo em seguida, uma de cada lado do meu corpo, prendendo-me com facilidade contra a pedra fria. Os braços estavam tensionados, os músculos visivelmente rígidos. O cheiro dele me cercava. Forte. Quente. Animal.

Senti o nariz dele roçar o meu. Um toque leve, mas suficiente para disparar arrepios em cascata pela minha pele. Ele forçou meu olhar a subir, e quando nossos olhos se encontraram, foi como levar um choque.

Seus olhos estavam semicerrados, escuros, o tom terroso tingido de vermelho nas bordas. Intensos. Imponentes. Dominei o impulso de estremecer. Só por orgulho.

— Não há a menor possibilidade de você não retornar à alcateia. — ele declarou, a voz brutal, direta, carregada de autoridade e fúria contida.

Eu não respondi de imediato. Estava presa naquele olhar.

— Sou o Alfa Supremo. — continuou, firme, como se precisasse me lembrar. — Você é a Luna Suprema. E os trigêmeos são meus herdeiros.

Cada palavra dele veio como um decreto.

— Isso não está em debate. — finalizou, com os olhos cravados nos meus, esperando qualquer sinal de hesitação.

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