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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 224

POV: AIRYS

Me afastei o suficiente para encará-lo, o peito arfando com a mistura de medo, surpresa e uma raiva que ainda não sabia se era dele, da Deusa ou de mim mesma.

— Como assim, manipulado? — questionei, e o som da minha voz saiu mais alto do que eu queria, carregado de incredulidade.

Daimon se ergueu.

A mudança de postura foi brutal. Senti meu corpo encolher, não de medo, mas pela força que ele exalava quando se movia. Era como observar uma fera se preparando para o ataque e ainda assim, me vi disposta a encarar aquilo de frente.

Tive que levantar o olhar para acompanhá-lo. O Alfa estava completamente nu da cintura para cima. Sua pele quente contrastava com o ar frio do quarto. Quando levou as mãos ao cós da calça de moletom deslizando para tirar, seus olhos não se desviaram dos meus nem por um segundo. Seu olhar era denso, selvagem, com aquele brilho terrosos que sempre me deixava em alerta e com as pernas fracas.

Um sorriso surgiu no canto de sua boca. Lento, mortal, indecente. Um sorriso que beirava o pecado, me prometendo um caos onde eu perderia completamente o controle. Um sorriso que dizia que nada ali era seguro. Nem mesmo o que ele sentia.

E, mesmo sabendo disso, eu não consegui recuar.

Daimon estendeu as mãos grandes e firmes e, sem me dar tempo de reagir, me puxou para mais perto, com facilidade bruta, virando meu corpo contra o dele em um abraço firme. A pele quente dele pressionava meus seios, e ele começou a caminhar, nos conduzindo daquele jeito colado, sem espaço entre nós. Cada passo que dava era marcado pelo atrito de seu tórax com o meu peito, da sua força contra minha fragilidade, ainda assim, me sentia segura em meio àquele domínio. Quente. Sufocante. Familiar.

O som do chuveiro rompendo o silêncio fez meu corpo estremecer. A água inicialmente gelada bateu em minhas costas, contrastando com o calor que Daimon exalava. Ele me levou para dentro do box como se fosse dono do ambiente, de mim, do momento e, diabos, talvez fosse mesmo. Encostou-me contra o azulejo frio, as mãos segurando minha cintura com firmeza, seu corpo colado no meu, a respiração pesada contra minha nuca.

Seus olhos estavam escuros, fixos nos meus com uma intensidade que me travou completamente. O olhar dele era profundo e sério, e me dominava sem esforço algum.

— Fenrir é a única Alma Lupina ancestral que retorna porque não teve seu ciclo em terra concluído. — sua voz era firme, baixa, grave, vibrando contra minha pele com um peso que me fez arfar. — Nunca teve uma destinada. Nenhum elo. E sempre que retornava, sua mente era apagada... Nublada. Quase como se a Deusa não quisesse que ele se lembrasse.

Ele ergueu uma das mãos e tocou meu queixo com a ponta do dedo, me forçando a encarar seus olhos novamente. O toque não foi brusco, mas direto, autoritário. Eu obedeci. Sempre obedecia sem perceber. Meu queixo subiu e meu coração bateu mais forte.

— Por que a Deidade se daria esse trabalho? — murmurei, entre um gemido contido e um suspiro nervoso. A pergunta escapou em meio à confusão de pensamentos e sensações, enquanto o corpo dele se movia de forma lenta, provocante, arrastando meus limites.

Sua mão desceu do meu queixo, passando pelo pescoço com uma lentidão absurda, como se quisesse memorizar cada curva, cada milímetro da minha pele molhada. Meus seios foram envolvidos com carinho e domínio ao mesmo tempo, em movimentos circulares, ora leves, ora pressionando com mais intensidade. As pontas dos seus dedos desenhavam trilhas que deixavam meu corpo em alerta, aceso, frágil sob o prazer crescente.

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