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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 226

POV: AIRYS

O toque foi mínimo, quase inexistente..., mas o efeito foi devastador. Meu corpo inteiro estremeceu. Um arrepio profundo percorreu minha espinha como se ele tivesse me ligado direto à energia mais primitiva que existe: o desejo.

— Me mantenha lúcido, pequena. — sussurrou, ofegante, a respiração quente com um rosnado profundo seguido, um pedido predatório e sincero. — Me mantenha com você.

Seu olhar se acendeu com uma intensidade que me travou. Vibrava num tom profundo, bordô intenso, quente e feroz. Era como se cada fibra dele gritasse por mim. Não havia fingimento, nem controle. Era cru. Real. Selvagem.

E eu tremia por dentro. Tremia de medo. De ansiedade. De desejo.

“Ele está confiando em você. De corpo e alma.” Rielly vibrou dentro de mim, com um tom quase reverente. “Não apenas para trazê-lo de volta..., mas para segurá-lo inteiro quando tudo ao redor ruir.”

Aquelas palavras me atingiram fundo. Respirei fundo, engolindo em seco. Arqueei uma sobrancelha, mesmo com o corpo arrepiado, mesmo com a respiração acelerada e o peito subindo e descendo em ritmo errático.

Levei a mão até o rosto dele e deslizei o polegar pela linha de sua mandíbula firme, sentindo a tensão de seus músculos. Acariciei devagar, sem pressa, explorando sua pele quente e rígida, até alcançar sua nuca e puxá-lo para mim, colando nossas testas.

Daimon Fenrir não fazia esforço algum para esconder o que sentia. Ele não filtrava, não disfarçava, não media. Era cru. Real. Brutalmente honesto. A maneira como deixava suas emoções à mostra não parecia intencional, era simplesmente quem ele era. Não havia cálculo, apenas instinto. Um lobo que não sabia ser menos do que inteiro.

— Pedindo com jeitinho assim… que mulher recusaria? — soltei, com um sorriso de canto e a sobrancelha arqueada, deixando escorrer pela voz o sarcasmo carregado que ele já conhecia tão bem.

Soltei um suspiro longo, percebendo só ali que estava prendendo o ar desde que ele se aproximou. Porque sim, Daimon me fazia esquecer até de respirar.

Ele riu, um som grave, gutural, que reverberou por seu peito e vibrou contra o meu.

— Hunf… gosta mesmo de me provocar, não é? — murmurou, e antes que eu pudesse soltar mais uma das minhas, a mão dele se fechou firme ao redor do meu pescoço.

Foi rápido. Dominante. Intenso.

O aperto era forte, preciso, não doía, só afirmava quem mandava naquele momento. Seu olhar desceu pelo meu rosto enquanto inclinava a cabeça de lado, como um predador prestes a saborear a presa. Os olhos dele brilhavam com um desejo selvagem, uma fome que me deixou tensa, vulnerável... entregue.

Senti meu corpo inteiro estremecer quando sua língua deslizou lenta e provocante pelos meus lábios entreabertos. O rosnado que ele soltou veio direto do peito, grave, arrastado e carregado de desejo. Meu coração disparou.

Arfei.

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