Entrar Via

A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 232

POV: DAIMON

Se inclinou, colando um beijo suave na bochecha de Airys, que arfou, tremendo levemente ao segurar a emoção.

— Está tudo bem, mamãe. Agora temos o papai para nos proteger. — A frase saiu com tanta pureza. Ela se virou para mim, sorrindo largo, tão iluminada, tão doce... — E ele é beeem forte.

E então... Alec se jogou no meu pescoço. Pequena, frágil... tão miúda nos meus braços que qualquer movimento em falso poderia esmagá-la.

Minhas mãos, que eram feitas para rasgar, matar e dominar... agora hesitavam, segurando aquele corpinho tão leve, tão pequeno. Ela afundou o rosto no meu pescoço, e eu… merda... Eu simplesmente não consegui não a abraçar de volta.

O aperto foi cuidadoso, controlado, quase tenso, com medo de quebrá-la... E, ao mesmo tempo, meu peito parecia inflar, expandir, doer e aquecer, tudo ao mesmo tempo.

Airys arfou, levando as mãos à boca, os olhos arregalados, brilhando, completamente tomada pela emoção.

— Olha, Orion… Theron... dá até para se esconder nos braços do papai! — Alec disparou, soltando aquela vozinha doce e sapeca, que parecia mel escorrendo, ao mesmo tempo em que sorria, encantada, apertando meus braços como se eles fossem um escudo indestrutível.

A reação foi imediata. Airys levou a mão à boca, tentando conter o riso, sem sucesso, obviamente. Seus olhos dourados brilharam com diversão, e aquele sorriso de canto... Maldição, aquele sorriso conseguia bagunçar até meu lobo. Jasper gargalhou alto, batendo uma mão na coxa, como se aquilo fosse a melhor piada do século.

Arqueei uma sobrancelha, tombando a cabeça de lado.

— Agora… — minha voz saiu firme, rouca e com aquela pitada de autoridade que fazia todos se ajeitarem instantaneamente. — Obedeçam sua mãe. Vão se lavar… — pausei, cruzando os braços, deixando os músculos tensionarem de propósito, só para reforçar minha presença. — Mais tarde, eu mostro as presas.

Theron arregalou os olhos, o queixo quase despencou.

— Sério? Vai mesmo? — perguntou, piscando rápido, como se eu tivesse acabado de prometer um tesouro.

Inclinei-me um pouco, abaixando até ficar na altura dele, e com um sorriso de canto, segurei seu queixo entre os dedos.

— Um lobo honrado sempre cumpre sua palavra — garanti, piscando. Então, antes que ele pudesse reagir, passei a mão em seus cabelos, bagunçando tudo de propósito, arrancando um resmungo indignado, porém divertido. — Não se esqueçam disso.

Eles assentiram e começaram a caminhar para dentro, mas, como já era esperado, Orion parou ao meu lado. Sentiu minha presença. Me encarou de baixo para cima com aquele olhar firme, muito mais pesado do que deveria existir em uma criança de oito anos.

A cabeça tombou levemente, e seus olhos percorreram cada detalhe do meu corpo: ombros, braços, mãos. Observava tudo com precisão, como se analisasse exatamente o que seria necessário superar.

— Pai… — Sua voz soou firme, carregada de uma determinação bruta e precoce. O tom sério fez até meu peito vibrar. — Eu vou treinar muito. Muito. E um dia… vou ser mais forte que você. Aí pode deixar, vou proteger todos vocês.

Minhas sobrancelhas arquearam, e um sorriso torto, quase cruel, desenhou-se no canto dos meus lábios. O orgulho estalou em meu peito como uma fisgada violenta, misturado com algo que parecia uma satisfação primitiva.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO