POV: DAIMON
Alec, se levantou tímida, caminhou até os irmãos e se posicionou ao lado deles, imitando perfeitamente a mesma postura altiva, cabeça erguida, olhar direto, peito estufado. A diferença é que, enquanto os irmãos exalavam arrogância e desafio, Alec parecia uma pequena bolha de doçura…
Os trigêmeos inclinaram a cabeça para o lado, sincronizados, avaliando Jasper de cima a baixo, como predadores farejando um possível alvo. O silêncio que se formou, e eu, de onde estava, sentia o quanto a presença deles eram dominantes apesar da pouca idade.
A admiração atravessou o semblante de Jasper, e ele não tentou disfarçar.
O olhar dele se acendeu, quase em reverência.
— É... é incontestável. — Disse, ofegante, passando a mão nos cabelos, encarando os três. — Não há como negar… São filhos do Supremo. — Sua voz saiu mais baixa, quase em respeito.
“Percebeu isso, Alfa?” Fenrir sussurrou, rosnando em minha mente, a voz carregada de orgulho e excitação. “Notou a força deles? A postura? A audácia? Tem noção do que essas pequenas feras vão se tornar depois dos treinamentos? Vão ser piores que você...”
Minha mandíbula travou, e um sorriso torto, carregado de orgulho, cortou meu rosto. Apertei a cintura da mulher presa na minha frente, puxando-a mais para perto, sentindo seu corpo se moldar no meu, enquanto observava nossos filhos dominarem aquele espaço como se já fossem donos do mundo.
Ela estremeceu, mordeu o lábio inferior, tentando disfarçar o arfar falho, mas sua respiração denunciava tudo. Seus batimentos acelerados, o calor subindo pela pele, o arrepio que percorreu sua espinha... Eu sentia tudo. Cada maldito sinal.
Inclinei o rosto até sua nuca, deixando meus lábios roçarem sua pele, e murmurei baixo, rouco, carregado de promessas perigosas:
— Tem ideia... do que você me deu, Pequena? — Mordi de leve, arrancando um suspiro falho dela. — Você... me deu três futuros monstrinhos.
O corpo dela reagiu de imediato, arqueou contra mim, apertou os punhos, e arfou como se o ar tivesse sumido do pulmão.
E eu… eu estava completamente fascinado por cada reação.
— Filhos fortes... — Minha voz saiu grave, cheio de satisfação, e eu praticamente ronronei cada sílaba. — Para um reinado puro... e absoluto. — Falei em voz alta, sem nem perceber, mas alto o suficiente para que a pequena Luna à minha frente erguesse o rosto, curiosa, com aqueles olhos Dourados enormes e atentos cravassem nos meus.
Seu olhar era doce, tímido, afiado. Perfeito.
Inclinei meu corpo, segurei seu queixo com firmeza, deslizei os dedos pela sua bochecha macia e depositei um beijo demorado no centro da sua testa, sentindo seu cheiro, a pele quente, o tremor sutil que ela não conseguiu esconder. Seu suspiro curto bateu contra minha garganta, e aquilo... me aqueceu de dentro para fora de um jeito perigoso.
Me afastei devagar, ainda segurando seu queixo por mais um segundo, só para saborear a tensão no seu olhar. Soltei, me virei e acenei com a mão para Jasper se aproximar.

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