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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 234

POV: AIRYS

“Será que estão ligados de alguma forma?” Rielly reverberou na minha mente com aquele tom feroz, impaciente. “O que esse Alfa sabe que não tá nos contando?”

Cruzei os braços, arqueando uma sobrancelha, enquanto meus olhos dourados percorriam cada detalhe daquele homem colossal à minha frente. A tensão era tão palpável que parecia vibrar no ar, como se o universo inteiro prendesse a respiração, esperando pela próxima bomba que certamente estava prestes a explodir.

— Por que acha que Jaqueline e Colen estavam envolvidos com o seu beta? — Reforcei, dando um passo à frente, mantendo o queixo erguido, a postura desafiadora, mesmo sentindo o corpo inteiro arrepiar sob aquele olhar selvagem que ele me lançava.

O peito dele subiu e desceu de forma lenta, ritmada, porém carregada de pura ameaça e domínio. Seus olhos se estreitaram, cintilando em vermelho por um segundo, enquanto sua mandíbula travava de forma evidente. A voz dele saiu rouca, grave, densa... praticamente um arranhão direto na minha espinha.

— Eu não acho, pequena... — Seus lábios se curvaram em um meio sorriso que misturava sarcasmo, perigo e uma promessa obscena de caos. — Eu sei.

Engoli em seco, sentindo o corpo inteiro estremecer. A tensão dele era contagiante. Cada fibra, cada músculo, cada centímetro daquele homem exalava poder bruto, possessividade e... desejo. Maldito seja. Meu corpo reagia mesmo quando meu cérebro gritava que não deveria.

— Airys... — A voz de Jasper soou atrás de mim, com aquele tom descontraído que só ele conseguia manter em meio a uma situação que beirava o apocalipse. — Lembra da médica hostil do hospital? Aquela que você dizia ser uma incompetente completa...

— Como eu poderia esquecer? — soltei uma risada seca, provocativa, ao notar o maxilar de Daimon se contrair de forma quase imperceptível. Quase. Ele mantinha o controle, mas seu corpo entregava mais do que sua expressão rígida deixava transparecer. Meu olhar desceu lentamente por seu rosto tenso, até os ombros rígidos, absorvendo cada linha que o tornava tão intensamente masculino e perigoso. — Me desculpe, Supremo, ainda me intriga como permitiram que aquela açougueira assumisse o posto de médica chefe.

O ar pareceu pesar entre nós.

Ele não sorriu. Não respondeu de imediato. Apenas me encarou e aquilo bastou para que meu corpo inteiro reagisse.

— Quando voltarmos, você assume o hospital. Treine os residentes. Faça do seu jeito. — Sua voz saiu baixa, porém carregada de uma autoridade inegociável. Cada palavra pronunciada com a precisão de quem está acostumado a ser obedecido sem hesitação. Seu olhar terroso encontrou o meu com força crua, afiada, quase predatória. — Minha Luna.

Um arrepio selvagem percorreu minha espinha. Meu corpo inteiro estremeceu com a forma como ele disse aquelas duas palavras. Havia algo mais ali. Uma promessa. Uma marca invisível. Um comando disfarçado de desejo.

Arfei. Levemente. E ele percebeu. Claro que percebeu. Daimon era atento demais para deixar passar qualquer reação minha.

— Enfim... — murmurou Jasper, quebrando o momento com um claro desconforto. — Querem que eu saia para os pombinhos ou...

— Continue. — Ordenou o Alfa imponente. Feroz. Inquestionável. Ele sequer desviou o olhar do meu, como se Jasper nem estivesse ali. Vi o leve tremor nos ombros do guerreiro. O poder do Lycan era sufocante.

— Certo... — Jasper pigarreou, tentando recompor o tom. — Ela era... destinada do Simon.

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