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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 235

POV: AIRYS

Fechei os olhos por um segundo, respirando fundo, tentando conter o turbilhão. Mas o rosnado dela veio logo depois, ainda mais agressivo:

“Mas não se preocupe... pretendo os fazer pagarem... por cada maldito ano que nos enganaram.”

Seu tom se tornou frio, feroz, afiada. A ferocidade explodiu, densa, palpável. Arrepiei imediatamente, cada fibra do meu corpo reagindo ao comando silencioso e mortal que Rielly emanava, fazendo as articulações rangerem dolorosamente. Ela se agitava sobre a superfície da pele, a fúria pronta para transbordar, sedenta por sangue e justiça.

O Alfa percebeu. Ele sempre percebia.

Sem dizer uma palavra, seu corpo relaxou ainda mais contra o tronco da árvore, como se aquele clima de ameaça não o afetasse. Mas não era descuido, nunca seria. Era poder absoluto. Controle inquebrável.

Sua enorme mão fechou-se ao redor da minha cintura e me puxou com força para mais perto, sem hesitação, sem permissão. Um gesto aparentemente automático, quase casual, mas eu sabia que não havia nada de inconsciente naquilo. Era um comando silencioso, autoritário, brutal. Sua intenção era clara: acalmar minha loba, domar minha fúria, conter a sede de sangue apenas com a força da sua presença... e do seu aroma.

Meu corpo colidiu contra o dele, as costas pressionadas firmemente ao seu peito sólido. Um suspiro escapou dos meus lábios, involuntário, enquanto o calor dele me envolvia, denso e dominante, anulando todos os outros sentidos.

Então, senti.

O ronronar grave, gutural, profundo. Vibrava em seu peito, reverberando através do meu corpo como uma corrente elétrica quente. A sensação me atravessou, intensa, provocando um estremecer involuntário que percorreu minha espinha.

Meus músculos relaxaram à força, enquanto a respiração pesada de Rielly começava a desacelerar. O som ritmado daquele ronronar selvagem foi o suficiente para conter a fúria dela, abafando temporariamente sua sede insaciável por sangue.

Deixei a cabeça cair levemente para trás, encostando-a contra o ombro dele, buscando equilíbrio, apoio… e, mesmo que eu não admitisse, alívio.

— Sabemos pelas informações que você passou ao Supremo — começou Jasper, a voz arrastada, desviando o olhar como quem preferia não estar ali — que Jaqueline e Colen dizem que estão fazendo isso para proteger a irmã.

Ele chutou uma pedrinha no chão, o gesto despretensioso mascarando a tensão evidente em seu corpo.

— Bem... — Jasper ergueu os olhos, sustentando o olhar com dificuldade — acreditamos que Raiker mantém a irmã deles como refém. Por isso eles a salvaram no rio. Por isso a mantiveram sob controle.

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