POV: AIRYS
Ele sabia. Sabia exatamente o efeito que causava.
O sorriso dele se abriu, lento, malicioso, imoral, enquanto deslizava o nariz pela curva do meu pescoço, inalando meu cheiro, como um predador no encalço da presa...
— Adoro o cheiro dos seus pensamentos... — A voz dele desceu num tom rouco, pecaminosamente sujo, arranhando cada pedacinho da minha sanidade. — Tão ousados, tão... sujos, pequena. — Sussurrou, arrastando a ponta do nariz pela minha raiz dos cabelos, inalando fundo, como se pudesse decifrar cada cena indecente que minha mente tinha produzido.
O hálito quente dele escapou contra minha pele, me causando cócegas e arrepiando até a minha alma. As presas roçaram perigosamente a ponta da minha orelha, e o maldito deixou claro que estava se divertindo com meu corpo inteiro vibrando de antecipação.
— Quer me contar... em voz alta? — A pergunta veio carregada de malícia, rouca, lenta, suja... daquelas que desmontam qualquer mulher que respire.
Senti meu rosto esquentar, as bochechas queimando, traindo toda a minha pose de mulher inabalável. E ele percebeu. Lógico que percebeu. O sorriso sacana, torto, surgiu no canto da boca dele como se tivesse acabado de ganhar o maldito prêmio do ano.
— Gosta de me intimidar, né? — Soltei num rosnado atrevido, mantendo minha pose desafiadora.
Me inclinei. Fui. Entreguei. Fiquei na ponta dos pés, empinando meu corpo até sentir meus seios esmagarem contra aquele tórax absurdo, duro, quente, sólido como uma maldita parede feita sob medida para me deixar sem juízo.
Meus dedos deslizaram pelos braços dele, apertando aqueles músculos tão definidos que parecia sacanagem da genética. Subi até os ombros largos, mapeando cada linha, cada fibra de poder bruto que aquele homem carregava. E, sem pensar duas vezes, fechei as mãos ao redor do pescoço dele, quente, forte, pulsando, puxando-o ainda mais para mim, reduzindo qualquer espaço que ousasse existir entre nós.
Sussurrei contra sua boca, quase roçando, sentindo sua respiração acelerar, quente, pesada, cheia de promessas indecentes.
— Mas já te falei... — Minha voz saiu baixa, rouca, carregada de desafio e desejo. — Eu não sou mais a sua presa, Alfa.
A mão dele desceu lenta, descaradamente, da minha cintura até agarrar minha bunda em um aperto bruto, possessivo, selvagem... do jeito que só ele fazia. O rosnado grave vibrou no peito dele, reverberando contra meu corpo, me causando um arrepio que me fez arquear as costas, buscando mais dele, querendo mais... precisando mais.
As presas se estenderam, perigosas, e roçaram provocantes no meu lábio inferior, puxando de leve, como se ele quisesse marcar ali também, naquele exato ponto, que eu era dele.
A outra mão, tão grande quanto, subiu por minhas costas em uma carícia lenta, provocativa, cheia de intenção... Cada centímetro que ele tocava parecia incendiar, formigava, fazia meu corpo inteiro estremecer. Até que seus dedos se fecharam firme na base da minha nuca, capturando meus fios, puxando de leve, num aperto que arrancou de mim um arfar rouco, quebrado, indecente.
— Não é...? — A voz veio baixa, rouca, arrastada, carregada de diversão e malícia. O olhar terroso dele cintilou em vermelho sangue, as pupilas dilatadas, completamente engolidas pela luxúria, pela posse... por mim. — Você tem razão...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO