POV: AIRYS
Sem cerimônia, bati na mão dele, o que fez parte da tequila voar direto na manga do terno engomado.
— Ei! — protestou. — Quantos anos você tem? Cinco?
Bufando, passou as mãos pelos cabelos e soltou aquele típico suspiro teatral de quem finge estar lidando com uma causa perdida. Depois, deu uma olhada rápida no relógio de pulso.
Foi quando o sorriso dele se alargou. De verdade. Do tipo que não era só zombaria.
Algo ali mudou.
— Você tá estranho… — comentei, apertando os olhos, desconfiada.
Ele se levantou num pulo leve, cheio de energia, como se tivesse sido acionado por um botão secreto. Estendeu a mão para mim, a palma aberta, firme, convidativa.
Franzi o cenho, sem entender.
— Vamos.
— Para onde? — perguntei, estreitando os olhos com desconfiança. — E não adianta mudar de assunto, Jasper. Com quem foi o encontro? Vai, desembucha logo!
Me levantei em um pulo, cruzando os braços e encarando ele de frente.
— Me conta!
Jasper apenas sorriu. Aquele sorriso safado de quem sabe mais do que deveria e adora provocar.
— Luna… — começou, com aquele tom dramático típico dele — não sou eu que tenho um encontro hoje. É você.
Antes que eu pudesse reagir, ele me puxou pelo pulso, ignorando minha tentativa de resistir.
— Jasper! — protestei, tropeçando pelos corredores enquanto ele praticamente me arrastava.
— Confia em mim — respondeu, com um brilho animado nos olhos enquanto abria uma das portas do corredor e, sem cerimônia, me empurrou para dentro.
— O quê? Como assim?! — virei na mesma hora, indignada, apontando o dedo para ele. — Você bateu com a cabeça? Meus filhos te derrubaram da escada de novo? Tá com contusão, é isso?
Me aproximei, pronta para examinar seu crânio com t***s se fosse necessário, mas ele segurou minha mão antes.
E apontou com a cabeça para o interior do cômodo atrás de mim.
— Eu tô ótimo. — respondeu com um sorriso torto. — Agora vai, mãe.
— O quê?! — encarei ele, chocada.
— Isso mesmo. Mãe. — repetiu, se divertindo com a minha cara. — Não seja chata. Vá se arrumar. As empregadas estão aí dentro, e tem até maquiador.
— Maquiador? Espera aí... me arrumar pra quê, exatamente? — Me virei devagar, com a sobrancelha arqueada e os olhos arregalando conforme o cenário se revelava à minha frente.
Um enorme espelho central. Uma cadeira digna de realeza. E ao redor, uma equipe inteira me aguardando em silêncio, cabeças baixas, todos com aquele ar respeitoso e... formal demais.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO