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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 269

POV: DAIMON

Estive ausente por alguns dias.

Mas não por descuido.

Ordenei que erguessem uma igreja no topo da colina da alcateia. Não por tradição religiosa, mas por significado. Por honra. Por ela. Queria que cada detalhe ficasse perfeito. Mandei construírem um jardim ao lado, com flores da neve, brancas, resistentes, vivas mesmo no frio mais cruel. Exatamente como a minha humana audaciosa. Frágil na aparência. Inquebrável na essência.

Nada menos do que impecável seria aceitável.

“Você tá ridículo.” A voz de Fenrir veio, ríspida e debochada. “Uma igreja? Flores? Vai escrever votos também, ou já mandou bordar ‘meu docinho de caos’ nas toalhas?”

— Cale a boca. — rosnei baixo, sentindo minha mandíbula travar. — Ela merece isso.

“Ela merece suas presas e sua proteção. O resto é só encenação.” Mas mesmo em seu sarcasmo, senti o orgulho mascarado. “..., Mas admito. Vai ser bonito ver a expressão dela.”

Enquanto isso, precisei lidar com a praga crescente da guerra. A sombra que meu irmão espalhava carregava meu rosto, meus traços, minha maldita voz. Raiker seguia se passando por mim como um lobo negro de olhos vermelhos, espalhando medo, destruição e dúvida. Como se fosse o Alfa Supremo. Como se pudesse ocupar o lugar que nunca lhe pertenceu.

— Covarde disfarçado de lenda. — murmurei, entre dentes, observando o mapa sobre a mesa.

Os pilares estavam ruindo um por um. Os que antes sustentavam equilíbrio entre as alcateias, agora traíam ou tombavam. Rebeldes se uniam na esperança idiota de derrubar meu poder. De contestar meu nome. De desafiar a fúria da fera que existe em mim.

“Podemos acabar com todos agora mesmo.” O rugido de Fenrir ecoou com impaciência dentro de mim, sua voz grave e cortante reverberando nas bordas da minha consciência. “Rasgar garganta por garganta. Deixar a terra encharcada com o sangue deles. É simples.”

— Simples demais. — retruquei entre dentes, sem desviar os olhos da maquete estratégica sobre a mesa. As miniaturas representando nossas tropas estavam bem-posicionadas. Os flancos protegidos. O cerco pronto. — Mas se fizermos isso, não vai sobrar um único reino para governar depois.

Fechei os punhos. A madeira sob minhas mãos estalou.

— Maldito covarde... — rosnava, os olhos fixos na simulação de ataque. — Por que não tentou um novo movimento? Por que está tão quieto?

“Porque ainda está lambendo as feridas que deixamos da última vez.” Fenrir estalou a língua com sarcasmo. “Eu ainda sinto a carne dele presa entre as minhas garras... o grito dele rompendo no ar. Aquilo foi magnifico.”

— Mas não o suficiente. — retruquei seco. — Ele deveria estar morto.

“Ele vai morrer. Mas agora está se escondendo. Usando magia barata para se proteger como o rato que é.” As garras de Fenrir arranharam minha mente. Ele queria sangue. E eu também.

Soquei a mesa com força. A estrutura tremeu. Mapas deslizaram pelo chão. Um copo de cristal caiu e se espatifou. Não importava.

Levei a mão à testa e esfreguei com força, tentando conter a onda de raiva que subia.

— Está usando ocultismo para não ser localizado. Típico. Covarde demais para enfrentar um Alfa de verdade de frente.

“Está atrasando o inevitável.” Fenrir rosnou, roçando como fera em jaula.

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