POV: DAIMON
Soltei o laço do salto, tirando-o com precisão do pé dela. Beijei o local logo em seguida, pressionando os lábios contra a curva sensível do tornozelo, e a senti estremecer. Abaixei lentamente, com os olhos cravados nela, Repeti o gesto na outra perna, saboreando o arrepio que a percorreu. Agora, ela estava completamente descalça. Nua. Em plena floresta. Exposta ao meu olhar faminto. Ao meu toque. Ao meu gosto.
O cenário estava selado: escura, úmida, silenciosa... e só nossa.
Antes que ela abaixasse a perna, a segurei. Me inclinei e deixei uma sequência de beijos quentes subindo por sua panturrilha, pela parte interna da coxa até chegar onde o desejo já escorria. Sem aviso, agarrei sua bunda com força, minhas mãos grandes e possessivas puxando-a para mais perto, mais para frente, mais para mim. Para a minha boca.
Airys arfou, o corpo inteiro tremendo ao ser puxada. Suas mãos buscaram apoio em meus ombros, e os dedos se afundaram nos meus cabelos no exato momento em que minha língua deslizou, ameaçadora, entre suas coxas. Passei pela virilha, devagar, contornando toda a região sensível sem dar o toque direto que ela implorava em silêncio.
Senti o pulsar do seu íntimo, quente, molhado, latejando só para mim. A necessidade dela era tão gritante quanto o rosnado de desejo que crescia em minha garganta.
— Daimon... — ela gemeu, com a voz rouca de desejo — não se deixa a companheira esperando assim...
Sua mão apertou meus fios com mais força, puxando-me para onde queria. Para onde precisava. Seus olhos estavam baixos, a boca entreaberta, o corpo arqueado. Perfeita.
— Por favor... — completou com um sussurro implorante.
Um sorriso indecente se formou na curva final da minha boca. Um rosnado grave, faminto e voraz vibrou em meu peito, reverberando até a base da espinha. Inclinei a cabeça de lado, deixando os lábios arrastarem pela carne quente e macia da sua coxa. Beijei devagar, sentindo sua pele pulsar sob minha boca. Depois, ergui o olhar, encarando-a de baixo, ajoelhado entre suas pernas abertas como um devoto diante do próprio vício.
— Me diga o que deseja, Luna. — ordenei com luxúria escancarada, o tom rouco e carregado de promessa.
Os olhos de Airys brilhavam com puro desejo, a boca entreaberta, o peito arfando. A pele completamente arrepiada, como se cada fio de pelo do corpo respondesse ao som da minha voz. Passei a ponta das unhas pela lateral da sua perna, arranhando devagar, em um vai e vem torturante. O contato sutil e malicioso fazia os músculos dela se contraírem a cada centímetro.
Quando cheguei perto de seu ponto mais sensível, molhado, quente, implorando, pressionei dois dedos por cima de seu clitóris, girando em movimentos circulares lentos, precisos, calculados para provocar. Pressionando para baixo, descendo suavemente, tocando o limite da sua entrada, mas sem invadir, esfregando.
Ela gemeu. Um som sujo e carregado de luxúria.
Jogou a cabeça para trás, os cabelos balançando como uma tempestade de desejo, e empinou o quadril, se oferecendo mais, pedindo mais.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO