POV: DAIMON
Airys franziu o cenho e negou com a cabeça, os lábios entreabertos, a respiração já alterada.
— Quando nos transformamos em nossa forma primitiva. Selvagem. Instintiva. A mais pura de todas. — completei, com a voz baixa, arrastada, deixando o peso das palavras cair direto entre as pernas dela.
— Espera... — ela sussurrou, os olhos se arregalando. — Você quer que eu me transforme... aqui? Agora?
Mordeu o lábio inferior com força. Nervosa. Excitada. Dividida entre o receio e a curiosidade insana que vibrava na pele.
— Você já se transformou antes. — lembrei, observando atentamente cada microexpressão. Farejei. Senti. O aroma dela mudou — uma mistura quente de dúvida, desejo e medo leve. O suficiente para deixar qualquer Alfa faminto.
“Tem medo e tesão misturados aí...” Fenrir rosnou com um tom predatório e divertido. “Um coquetel perfeito para a marcar até o osso.”
— Fiquei... bem dolorida depois das outras transformações. — ela justificou com a voz baixa, quase culpada. — E também não quero rasgar este vestido lindo que você mandou fazer para mim.
Ela girou o corpo, pronta para recuar. Não deixei. Segurei seu pulso e a puxei com firmeza, fazendo seu corpo colidir contra o meu. O impacto foi direto. Firme. Preciso. Prendi seus braços entre os meus, pressionando seu corpo com o meu, como se eu fosse a única coisa que a mantinha em pé. E talvez fosse mesmo.
— Daimon... — ela murmurou, a voz embargada. — Por favor...
— Corra comigo. Ao meu lado, Luna. — Não pedi. Ordenei, com a força crua do meu comando Lycan. A vibração atravessou o ar entre nós e atingiu seu corpo como uma corrente elétrica. Ela estremeceu, os pelos se arrepiaram, e seus olhos se ergueram até os meus, arregalados, selvagens... entregues.
Deslizei os dedos com lentidão provocativa pelo zíper do seu vestido. O som do tecido se abrindo foi abafado pela respiração falha que escapou de seus lábios. Ela continuava presa no meu olhar, sem conseguir desviar nem por um segundo.
Subi as mãos devagar, deslizando as alças do vestido por seus ombros pálidos. A pele dela arrepiava sob o toque. Me inclinei e beijei a curva delicada onde a clavícula se encontrava com o pescoço. Mordisquei em seguida, marcando-a com minha boca.
Airys gemeu baixo, o som arrastado, envolvente. Inclinou o pescoço, se entregando mais, oferecendo. Meus instintos rugiram. Ela estava pedindo. E eu daria.
Continuei descendo o vestido, expondo seus seios perfeitos, e sem hesitar, envolvi um deles com a boca. A língua acariciou o bico rosado e rígido, saboreando cada centímetro antes de sugá-lo com força moderada. Ela arfou, os dedos cravando em meus cabelos, me puxando mais, implorando sem usar palavras.
— Daimon... — gemeu, manhosa. — Alguém pode nos ver...
Afastei a boca só o suficiente para sussurrar, minha voz carregada de sarcasmo e pura provocação:

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