POV: DAIMON
Fenrir uivou, não de frustração, mas de puro prazer. A adrenalina da perseguição corria em suas veias, o instinto em ebulição, faminto por dominá-la.
“Continue correndo, pequena...” ele rosnou com um humor ácido, selvagem, predatório. “Quando eu te alcançar, não vai sobrar forças nem para provocação.”
O som de suas patas contra o solo ecoava pela floresta, os corpos dos dois em uma dança insana de desejo e poder. A cada salto, a cada curva fechada, o desejo entre eles só crescia, flamejante e inevitável.
“Você precisa mesmo de umas lições, Lobinha.” rugiu Fenrir, saltando sobre uma rocha com uma graça brutal e caindo bem à frente dela, o corpo tenso, as presas expostas em desafio. A postura dele era de um predador que já sabia da vitória. “Não há como você fugir de mim.”
Rielly não recuou. Muito pelo contrário. Avançou com aquele charme indecente e perigoso que só ela sabia usar. Rebolava com descaro, balançando o quadril de um lado para o outro, cada passo carregado de provocação.
Quando os focinhos quase se tocaram, ela inclinou levemente a cabeça, os olhos dourados brilhando com malícia e atrevimento.
“É melhor fechar a boca, Fenrir... Está perdendo o foco.” ela ronronou, com a voz baixa e carregada de duplo sentido, lambendo os próprios lábios de forma lenta e ousada. “E babando demais por mim.”
Fenrir rosnou de imediato, os músculos retesados, a excitação estampada no olhar predatório.
"Essa pequena atrevida vai implorar pelo que está provocando..." sua voz reverberou dentro de mim, selvagem e faminta.
Rielly então mordeu a ponta da orelha de Fenrir com ousadia e escapou, disparando floresta adentro. Ele balançou a cabeça e correu atrás dela, os dois se entrelaçando em meio às árvores, saltando obstáculos, rindo, se provocando e caçando um ao outro com uma intensidade selvagem e deliciosa.
Chegaram à beira da montanha coberta de neve, onde Fenrir a alcançou com um salto feroz, derrubando-a em um giro sobre o manto branco. Rolaram juntos até que ele a prendeu com firmeza no chão, as patas dianteiras ao lado da cabeça dela, o corpo grande sobre o dela, arfando de excitação.
“Te peguei.” uivou com um brilho vitorioso nos olhos, lambendo-a com devoção.
A loba branca ronronou embaixo dele, arqueando o corpo com entrega, totalmente rendida àquele jogo feroz e excitante.
A transformação retrocedeu lentamente. O corpo de Airys foi se moldando ao humano com fluidez. Sua pele nua contrastava com a neve, o frio arrancando dela pequenos tremores involuntários. Eu a mantinha presa, com os pulsos sob meu domínio, e o olhar selvagem queimando sobre cada curva exposta diante de mim.
— Bem, pelo menos dessa vez estamos os dois nus em meio à neve. — ela provocou, com um sorriso entre os lábios entreabertos, o rosto corado e o olhar faiscando desafio. — Vai me deixar congelando aqui?

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