POV: DAIMON
Os olhos dela se arregalaram ligeiramente. Ela estava esperando uma resposta suja, um comando, uma provocação... não uma confissão crua.
Mas a reação dela foi ainda melhor: os lábios tremularam, o sorriso hesitou, e a respiração acelerou. Ela estava exposta de corpo e alma. E isso só me deixou mais possessivo.
— Aposto que já disse muito isso a outras mulheres. — A voz dela, a audaciosa Airys, brincou, carregada de um sarcasmo divertido que me fez reagir no mesmo instante. Ergui-me, sentindo a urgência predatória pulsar em minhas veias, e me aproximei dela. Meus olhos, intensos e fixos, encontraram os dela enquanto seu rosto se elevava, desafiador e sedutor.
Não hesitei. Minhas mãos afundaram em seus cabelos, e senti a maciez daquelas mechas enquanto eu as massageava suavemente. Inclinei-me, o calor de sua pele irradiando, até que meus lábios roçaram os dela. A respiração dela engatou, e um arrepio percorreu seu corpo – eu senti.
— Só há você para mim, Airys Monveil. — Minhas palavras foram um sussurro rouco, uma declaração de posse que ecoou no silêncio entre nós. Era uma verdade absoluta, carregada da minha natureza obsessiva e dominante.
Em um movimento ágil, quase animalesco, eu a ergui. Ela soltou um suspiro abafado quando a joguei sobre meus ombros, Sua risada, uma mistura de surpresa e provocação, ecoou no ar, mas o que realmente prendeu minha atenção foi a visão de sua bunda perfeita, agora tão próxima do meu rosto. A pele clara, macia e tentadora, parecia implorar por meu toque. Meu corpo respondeu imediatamente, o desejo correndo como fogo em minhas veias, minha boca salivando com a necessidade de marcá-la.
Minha mandíbula travou, e a voz de Fenrir, meu lobo interior, rompeu com uma ferocidade quase palpável em minha mente.
“Morde,” ele ronronou, sua voz ácida e predatória. “Marque este belo traseiro pálido com as nossas presas.”
Virei-me em direção à cabana, sentindo o peso e a maciez do redondo de sua bunda contra mim. Minhas mãos deslizaram, moldando a curva perfeita antes que eu desferisse um tapa forte, mas controlado, o suficiente para fazê-la arfar e soltar um protesto abafado. Era um som que me excitava, a confirmação de que ela sentia cada toque meu. Imediatamente, minha palma acariciou o local que eu acabara de marcar, e então, em um movimento rápido e deliberado, mordi a pele macia logo abaixo da nádega, Senti o corpo dela estremecer e os pelos do meu corpo se eriçarem com o cheiro da sua excitação, arrancando um gemido dela. Passei a língua no local, lento, provocador, saboreando o gosto salgado da pele quente e desejada. A respiração dela ficou descompassada, e suas coxas apertaram juntas por puro reflexo.
Chutei a porta de madeira da cabana, que se abriu com um estalo. O interior estava exatamente como mandei preparar — sob minhas ordens, cada detalhe foi executado com precisão. A lareira crepitava, lançando um calor constante que invadia o ambiente e contrastava com o frio cortante do lado de fora. As sombras dançavam nas paredes, lançando reflexos alaranjados sobre os móveis escuros. No centro, uma bandeja com vinhos caros e as guloseimas que ela adorava. Chocolate, morangos, marshmallows e algo mais... tudo estrategicamente colocado.
“Ela é tão comilona quanto você.” A risada de Fenrir ecoou em minha mente debochado. “Vai devorar a sobremesa... e você.”

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