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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 333

POV: SAVANNA

Meus olhos se arregalaram. O impacto foi imediato. Seu olhar pousou sobre o meu corpo e percorreu cada centímetro sem pressa. Não era desejo. Era julgamento. Era domínio. E aquilo me atingiu com tanta força que meus músculos travaram. Meus ombros encolheram por reflexo. Senti um arrepio denso subir pela minha coluna, e meu corpo estremeceu sem controle. O medo vazava de mim, escorrendo pelos poros. Ele podia sentir. Todos ali podiam.

"Pare de tremer!" rosnou minha loba em desespero. "Não demonstre fraqueza para esse tipo de macho. Ele não respeita isso."

— E por que ela fede a Raiker? — completou, com um repuxar sutil nos lábios que deixou claro que ele já suspeitava da resposta. Ou pior: sabia exatamente o que estava insinuando.

Olhei em volta como uma louca tentando decifrar se havia uma rota de fuga, uma janela, um buraco no chão, qualquer coisa que não envolvesse ficar cara a cara com aquele monstro mascarado de alfa.

— É... eu com certeza vou morrer aqui. — Falei alto, sem pensar, com a voz mais aguda do que o normal. — Que merda... Saio de um inferno para cair direto no próximo. Que sorte a minha.

Jasper tossiu. Ou melhor, abafou um riso.

Virei o rosto para ele com a testa franzida.

— Calma, Savanna. — disse Jasper, com aquele tom absurdamente calmo que me irritava mais do que qualquer grito. Ele passou a mão pelos cabelos de forma despreocupada, o sorriso largo e debochado se abrindo no rosto como se estivesse diante de um jogo. — Eu disse que ninguém iria te ferir. Cumpro com a minha palavra. Não precisa tentar fugir... a menos que queira provocar um massacre.

Ele inclinou levemente a cabeça, fazendo um gesto com o queixo em direção ao homem parado à porta.

O Alfa Supremo.

Meus olhos o encontraram outra vez, e mesmo sem dar um passo sequer, ele me fazia querer recuar.

Dava para entender por que aquela essência monstruosa, Fenrir, havia escolhido ele. Raiker parecia apenas um capricho rebelde comparado à presença desse Alfa. Era como se tudo ao redor se encolhesse diante dele. Os ombros largos sustentavam uma postura firme, impecável, e mesmo com o poder contido, o ambiente inteiro estava impregnado com a força dele. Era sufocante.

Seus olhos, de um castanho terroso, estavam cravados em mim. Não piscavam. Não se moviam. E mesmo assim, me faziam estremecer por inteiro.

"Não o encare por muito tempo. Ele vai farejar cada fraqueza sua." alertou minha loba num sussurro tenso. "E você está transbordando medo."

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