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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 339

POV: DAIMON

— Você pode me colocar no chão, homem das cavernas? — ela rosnou entre os dentes, contorcendo o corpo nos meus ombros como se pudesse me obrigar a soltá-la.

Bufei com um riso rouco, sem pressa alguma de atender ao pedido. Mas, como a minha paciência com a pequena Humana sempre foi tênue, a desci bruscamente e, num giro firme, a prendi contra o pilar de pedra no corredor que levava ao jardim.

Seus olhos se ergueram para os meus. Dourados. Brilhantes. Ardendo com aquele tom amarelado típico da loba que dançava sob sua pele. Predatória. Belíssima. E completamente irritada.

— Por que fez isso? — ela cuspiu as palavras, arfando com a raiva contida.

Aproximei meu rosto do dela, sentindo sua respiração quente bater contra minha pele. Senti o peito dela subir com força, como se o próprio toque do meu corpo provocasse algum tipo de curto-circuito.

— Suas inseguranças estão atrapalhando os instintos do seu beta, pequena. — murmurei sem rodeios, minha voz firme, carregada de autoridade.

Ela arqueou uma sobrancelha, o cenho franzido, e um rugido baixo reverberou em seu peito. O som vibrou entre nós como um aviso. Doce. Irritadiço. Quente.

"Palavras erradas, Alfa... Não se diz isto a uma mulher.” comentou Fenrir em minha mente, com o deboche escorrendo em cada sílaba. "Chega mais perto, e vai ouvir esse rugido bem mais de perto. Com a boca dela no seu pescoço. Ou em outro lugar, se tiver sorte."

— Minhas o quê? — ela rosnou, os olhos faiscando, e o som seco de suas presas se projetando encheu o ar entre nós. Os pelos dos braços dela se eriçaram como se a fera dentro estivesse pronta para saltar. — Está dizendo que, porque estou sendo cautelosa, isso está afetando o desempenho de Jasper?

Arqueei uma sobrancelha, lentamente, apenas para provocá-la ainda mais. Ela estava linda naquela tensão. Dourada. Inflamada. Selvagem.

— Sua cautela não está errada, nem equivocada... Coelhinha. — murmurei, deixando o apelido escorrer pela minha voz com malícia arrastada.

Ela trincou os dentes. O cenho franzido, os olhos semicerrados como se quisesse me matar... ou me beijar. Ainda não decidi qual parte adoro mais.

Aproximei-me mais um passo. Ela recuou um centímetro, mas eu fui outro à frente, invadindo seu espaço. Envolvi uma mecha do seu cabelo com o dedo, enrolando-a com lentidão, e levei até o nariz, inalando profundamente.

— Ainda não controla o cheiro que exala, Coelhinha... — sussurrei, sentindo o aroma apimentado e furioso dela.

Ela arfou. Um som curto e contido, mas eu ouvi. E meu lobo também.

"Cheire mais fundo... Ela está molhada." Fenrir riu dentro de mim, a voz carregada de instinto e sarcasmo.

— O Jasper não a trouxe aqui à toa. — continuei arrastando o polegar pela curva de seu rosto, perto da orelha. Ela tremia, tentando manter a postura. — Há um motivo para ela ainda estar viva. Para não termos cravado os dentes em sua garganta no momento em que cruzou o território.

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