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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 340

POV: DAIMON

Apoiei a mão em seu queixo, o polegar subiu devagar até alcançar o centro dos lábios comprimidos. Toquei sua pele com calma, sentindo cada pequeno arrepio, desfazendo o nó tenso de sua mandíbula com um simples deslizar de dedos.

Ela arfou.

Seus lábios se entreabriram, traindo a frágil resistência. O som que escapou foi curto, abafado, mas o suficiente para incendiar meu autocontrole. Quis ouvir mais. Quis arrancar cada gemido engolido, cada súplica abafada naquela garganta tão atrevida quanto linda.

"É difícil não se apaixonar por ela, falhei miseravelmente." resmungou Fenrir, impaciente. "Esses olhos tristes... Precisamos arrancar a cabeça desta Jaqueline!"

Minha mão segurou o queixo dela, mantendo-a firme, encarando diretamente seus olhos, tão teimosos quanto feridos.

— Eles não merecem sua tristeza. — falei com convicção, a voz baixa, rouca, impiedosa.

— Eu sei. — Ela se inclinou sutilmente para frente, seus olhos dourados brilharam com algo entre rendição e provocação.

Inclinei a cabeça de lado, atento a cada detalhe — respiração, cheiro, intenção. Airys se aproximou ainda mais, os braços escorregando pela minha cintura com uma lentidão calculada, puxando-me contra seu corpo quente, tão perto que podia sentir o coração dela descompassado batendo contra o meu peito.

— Acho que ainda sou uma humana tola. — murmurou com a voz rouca, os lábios quase roçando os meus.

— De fato... — rosnei baixo, a voz vibrando contra sua pele sensível. — Ainda há muita ingenuidade nesse coração, e um excesso de confiança nesse seu jeitinho abusado.

Minhas mãos deslizaram com firmeza por sua cintura até alcançar sua nuca, onde os dedos se entrelaçaram nos fios prateados. Acariciei sua pele com lentidão, sentindo o calor subir, o arrepio se espalhar e o corpo dela relaxar, tombando a cabeça como se fosse feita só para caber na palma da minha mão.

Ela fechou os olhos.

— Manhosa... — sussurrei no canto de seu ouvido, roçando a ponta do nariz ali. — Entregue... — deslizei o nariz pela curva da bochecha, provocando. — Tão minha...

Subi devagar, enfiando os dedos firmes entre os fios platinados da minha companheira. Enrosquei a mão em sua nuca e fechei o punho, puxando-a com brutalidade calculada, forçando seu corpo a colar no meu. Ela arfou quando seus pés se ergueram do chão e nossas bocas se alinharam com precisão indecente.

Rocei minhas presas afiadas na curva carnuda de seus lábios. O arrepio que percorreu seu corpo foi imediato. Seus olhos se fecharam com um tremor contido, os lábios entreabrindo num gesto quase implorante.

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