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A LUNA HUMANA VENDIDA AO ALFA SUPREMO romance Capítulo 369

POV: AIRYS

Savanna gemeu de dor, o corpo arqueando, tentando conter o grito. Seus olhos lacrimejantes tremiam, mas ela não desviava os olhos dos meus. O peito arfava sob o esforço de manter o ar.

Jasper deu um passo à frente, o olhar carregado de urgência. Mas antes que abrisse a boca, um rugido feroz cortou o ar.

— Fique onde está. — A voz de Daimon soou como uma sentença, sombria, arrastada. O peso da presença dele obrigou Jasper a recuar e se ajoelhar, as mãos tensas sobre os joelhos.

— Airys... — Jasper implorou com os olhos. — Não precisa matá-la. Ela foi forçada.

— Todos temos escolhas. — Rosnei entredentes, tomada por completo pela fúria que queimava sob minha pele. Meus dedos afundaram ainda mais no pescoço dela, que se debatia, o corpo tentando resistir, mas sem revidar, sem reagir, sem lutar. Ela aceitava.

"Fraca!", gritou Rielly dentro de mim. "Nem a própria dor ela enfrenta com honra. Aperta mais."

Minhas garras vibravam com o calor do sangue de Savanna. Eu sentia cada batida do coração dela sob meus dedos. Cada arfar contido. O medo. A tensão.

Foi quando senti aquele toque. Pequeno. Quente. Trêmulo.

Virei o rosto com um rosnado pronto para atacar, e congelei.

Alec.

Ela me olhava de baixo, os olhos marejados, a respiração curta. Um soluço escapou antes mesmo de sua voz fraca sair.

— Mamãe... não mata ela... por favor...

Sua mãozinha apertava meu braço com delicadeza, quase suplicando com o toque.

— Ela não me machucou... aquele lobo malvado até bateu nela... por causa disso...

Minha respiração falhou por um instante. Arqueei as sobrancelhas, os olhos semicerrados diante daquela informação.

— O quê? — Minha voz saiu áspera, confusa, tentando segurar a fera dentro de mim que ainda rugia por vingança.

— É verdade, mãe. — A voz firme de Orion soou às minhas costas. Ele se aproximou e, com as duas mãos pequenas, segurou meu punho ainda pressionado contra o pescoço de Savanna. — Ela nos protegeu... Tirou nosso sangue com cuidado. Ninguém nos machucou. A Alec nem chorou.

Seu olhar estava cravado no meu, determinado. Um tremor sutil correu por sua pele, mas ele não recuou. Seus olhos se estreitaram, como se tentasse me alcançar além da raiva.

— Mesmo assim... — Minha voz saiu misturada à de Rielly, profunda, grave, tomada pela força que rugia dentro de mim. — Ela tocou em vocês. Ela deve pagar.

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